plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Educação está sendo tratada como mercadoria

O deputado estadual José Scaff (PMDB) acusa a Seduc de ultrapassar todos os limites no que se refere a austeridade e respeito à coisa pública. “Contratos são fechados de forma suspeita e, após denunciarmos aqui, o Governo volta atrás, como ocorreu no caso

twitter Google News

O deputado estadual José Scaff (PMDB) acusa a Seduc de ultrapassar todos os limites no que se refere a austeridade e respeito à coisa pública. “Contratos são fechados de forma suspeita e, após denunciarmos aqui, o Governo volta atrás, como ocorreu no caso do curso de inglês na rede pública que custaria R$ 200 milhões aos cofres públicos”, lembra, também citando a nova denúncia do DIÁRIO dos contratos de reforço fechado pela Seduc. “Mesmo o Estado tendo milhares de professores aptos a realizarem essa tarefa”, lembra.

O dinheiro da educação, afirma Scaff, está sendo mal utilizado e a função da Assembleia Legislativa é investigar o que está ocorrendo. “Estamos fazendo a nossa parte ,que é denunciar. Vamos ver se o ministério faz a sua parte, que é investigar e denunciar essas aberrações”. Os cerca de R$ 8 milhões usados pelo Governo na contratação das duas escolas particulares poderiam ser usados em infraestrutura dos colégios e na capacitação dos educadores, diz o deputado Lélio Costa (PCdoB). “Que lógica o Governo está usando para fazer esse gasto? Existem escolas que não têm condições sequer para dar aulas e em outras inexistem professores. Isso é tratar a educação como mercadoria”, diz.

O que o Estado está fazendo, diz Costa, é passar uma competência que é sua para terceiros. “Ao fazer isso, este Governo assume a sua incapacidade para realizar tarefas básicas. Repor aula é atividade fim que não pode ser terceirizada. Esses contratos são ilegais. O Governo persegue os professores, corta carga horária, corta seu ponto e propõe agora repor aulas através de escolas particulares. Isso é um absurdo! Os professores querem dar aula“, comenta.

A oposição quer embargar os contratos. “Vamos implementar a frente parlamentar em defesa da educação e cobrar do Ministério Público apuração”, diz. Eles devem requerer a presença da secretária de Educação Ana Cláudia Hage, que assumiu há pouco tempo, na Alepa, para explicar para a sociedade a real situação dos convênios.

R$ 4,7 milhões

O DIÁRIO esteve no colégio São Geraldo, localizado no conjunto Geraldo Palmeira, bairro Centro, no Distrito Industrial, em Ananindeua. A escola foi uma das que ganharam um contrato do Governo do Estado para dar aulas de recuperação de conteúdos para alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 3ª série do Ensino Médio. Vai receber R$ 4.7 milhões. Ao chegar ao local, a equipe de reportagem encontrou um colégio que dificilmente dará conta de cumprir o contrato firmado com a Seduc.

Um servidor da Seduc informou ao DIÁRIO que até agora nem 10% dos alunos foram chamados para assistir ao reforço, que deveria ter começado no último dia 21. Ou seja, as empresas estão ganhando, mas as aulas não começaram.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!