O Ministério Público do Pará (MPE) ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Estado e o Hospital Ophir Loyola exigindo atendimento cirúrgico para um paciente que teve fraturas no crânio e comprometimento de um olho devido à um acidente de trânsito em julho de 2014. Desde o período da colisão, a vítima tenta atendimento, sem sucesso.
Segundo o MPE, Antônio Benedito Barbosa Filho chegou a ter o globo ocular exposto durante o acidente. Ele foi socorrido no Hospital Regional de Tucuruí, que realizou o atendimento emergencial, mas não tratou do olho, por afirmar não ter condições para isso.
Ele foi transferido para Belém, ao Ophir Loyola, onde foi tratado por um médico que autorizou a internação do paciente, que custeou com o próprio dinheiro os exames pré-operatórios. Entretanto, o MPE afirma que, até a data da ação, nenhum procedimento cirúrgico havia sido agendado.
De acordo com o órgão, Estado e hospital afirmaram que não podem realizar o procedimento por falta de material, que já estaria sendo adquirido há mais de um ano. Conforme consta em protocolo do Sisreg, o Ophir Loyola previu a internação do paciente para 05 de maio deste ano, e até o momento nada ocorreu, e Antônio está perdendo a visão.
O Ministério Público requer que seja concedida liminar, após audiência previa dos réus, no prazo de 72 horas, determinando que o Estado e o Hospital Ophir Loyola, realizem em tempo hábil, o procedimento cirúrgico de embolização em Antônio Filho.
Em caso de descumprimento da decisão liminar seja fixada multa no valor de R$ 15 mil.
(DOL com informações do MPE)
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