Minimizar o ambientes pesado de locais como hopitais, onde a rotina pode resultar em problemas como a Depressão. Esse é desafio de um grupo de jovens que se reuniu para criar a Trupe dos Palhaços Curativos. O trabalho surgiu a partir de uma pesquisa de trabalho de conclusão do curso de teatro de uma das integrantes. “Juntamos o conhecimento acadêmico com o conhecimento de teatro de rua”, explica a estudante Kahwana Pantoja, 21 anos, a palhaça “Tampinha”.
Eles nomeiam o que fazem como “palhaçoterapia”, que passa por hospitais, igrejas e eventos abertos ao publico. Ruber Sarmento, 20, conhecido pela criançada por “palhaço Trapo” pontua que o projeto não atinge somente as crianças. “Quando fazemos as ações nos hospitais, nós vamos da pediatria à clinica médica dos adultos. Todos recebem muito bem os palhaços”, explica.
A estudante Roberta Athayde, 21, conta que o envolvimentos da equipe, quando estão vestidos de palhaços, vai além dos jogos e brincadeiras. “As pessoas que estão lá internadas esperam a semana inteira por essa visita. A gente sabe porque eles correspondem mesmo”, afirma. “Uma vez eu me vi enxugando lágrimas de uma pessoa desconhecida, que dizia que precisava apenas de um abraço.”
Com 7 meses de formação e ensaios uma vez por semana, a trupe se prepara para as apresentações prevendo o que pode encontrar no local. “Nossas famílias já sabem que não podem contar com a gente em dia de visitas nas instituições, porque realmente é um dia dedicado para o sorriso de outras pessoas”, pontua Ruber.
A trupe já saiu de Belém para realizar ações em outros munícipios. O dinheiro é tirado do próprio bolso deles. “São atos simples. Coisas que a gente nem valoriza muito, mas essas pessoas que estão debilitadas gostam”, frisa a estudante Manu Mendes, a ‘Borralheira’ da trupe.
O material usado em cena e maquiagens são comprados com o dinheiro da venda de camisas que a trupe produz com alguns apoios. “Não queremos para nós nenhum retorno financeiro. Apenas nos organizamos e vendemos as camisas para custear o nosso material de cena mesmo”, finaliza Ana Flávia, a palhaça ‘Magrela’.
(Diário do Pará)
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