Nos locais de votação, as denúncias se acumularam. No Distrito Administrativo da Sacramenta (Dasac), duas escolas polos paralisaram a votação por falhas no sistema de cadastro de eleitores criado pela Companhia de Informática de Belém (Cinbesa). O problema foi identificado na Escola Estadual José Alves Maia, no Telégrafo, e na Escola Estadual Profª Graziela Moura Ribeiro, na Pedreira.
Dezenas de eleitores que formavam imensas filas acabavam desistindo. Houve um grande tumulto na Escola Graziela Moura depois que a eleição foi suspensa devido à paralisação do sistema. Os candidatos a conselheiros tutelares presentes na instituição de ensino e os próprios eleitores pediam o cancelamento do pleito. “Vamos instaurar um procedimento para apurar as falhas”, garantiu o representante do MPE.
DESORGANIZAÇÃO
Além dos problemas no sistema, na Escola José Alves Maia havia apenas um computador para o cadastro dos eleitores. Segundo o candidato a conselheiro tutelar Walber Pinheiro, 29 anos, o Comdac teria prometido que colocaria pelo menos quatro computadores para agilizar o processo. “Ninguém sabe nos explicar o que está acontecendo. A eleição está cheia de irregularidades”, reclamou Walber.
Para o candidato Davi Neves, 47, o processo foi mal organizado, o que demonstra um desrespeito com os candidatos e a população. “Nos prometeram uma estrutura e, quando chegamos aqui, é outra coisa”, criticou.
O pedreiro Roberto Alcântara, 43, que chegou cedo à Escola José Maia, acabou desistindo de votar. “Viemos para cá de boa vontade, porque não é obrigatório votar, e acontece isso”, lamenta. Os candidatos disseram ainda que receberam informações de que as falhas no sistemas também atingiram outros polos, como a Escola Estadual Costa e Silva, no Souza, pertencente ao Distrito Administrativo do entroncamento (Daent), e a Escola Municipal Padre Leandro Pinheiro, no Distrito do Guamá (Dagua). A reportagem do DIÁRIO tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria da Prefeitura de Belém.
LEI
O processo de eleição para o Conselho Tutelar ocorreu simultaneamente em todo o Brasil e está previsto na Lei Federal nº 12.696/2012. Ao todo, 183 candidatos concorriam ao cargo na capital paraense. Além dos 40 titulares, seriam escolhidos outros 40 suplentes.
(Diário do Pará)
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