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Oito Bar e Bistrô fecha as portas

Em vídeo compartilhado nas redes sociais nos últimos dias, os empresários João Pedro Sousa Paupério, 28 anos, e Karlanna Cordovil de Carvalho, 25, anunciaram o fim das atividades do Oito Bar Bistrô, estabelecimento no bairro do Reduto, em Belém. No vídeo

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Em vídeo compartilhado nas redes sociais nos últimos dias, os empresários João Pedro Sousa Paupério, 28 anos, e Karlanna Cordovil de Carvalho, 25, anunciaram o fim das atividades do Oito Bar Bistrô, estabelecimento no bairro do Reduto, em Belém.

No vídeo, os empresários agradecem o público e amigos que fizeram parte da história do bar em três anos. Além disso, explicam que um dos principais fatores para o fechamento do estabelecimento seriam recentes problemas com a Polícia.

Veja o vídeo na íntegra:

João Pedro e Karlanna foram presos no dia 25 de junho acusados de tráfico de drogas. Quatro dias depois, no entanto, ambos foram soltos a partir de determinação da Justiça do Pará, que solicitou ainda o trancamento do processo contra os dois. A prisão causou grande comoção na cidade.

Segundo a Justiça, o bar não apresentava indícios visíveis de delito, como a presença de usuários ou cheiro e fumaça do consumo de drogas, o que inviabilizaria a entrada no domicílio pelos policiais sem um mandado judicial.

Também foi apontado que as denúncias feitas contra o bar “foram datadas muitos dias antes da operação policial”, não caracterizando uma visibilidade do flagrante.

A Justiça ainda questionou o fato de, segundo depoimento dos policiais que efetuaram a prisão, João ter sido detido antes de que fosse feita a revista na casa, considerada “atitude muito imprudente e que termina por se tornar suspeita, pois prenderam a pessoa antes de qualquer outra evidência da ocorrência do crime”.

A sentença ainda aponta que o casal “já vinha denunciando às corregedorias de policial civil e militar a tentativa de extorsão por parte de policiais praticada contra os presos e contra o estabelecimento comercial”, que “não é comum que um traficante de droga se exponha voluntariamente diante da polícia, inclusive recorrendo ao órgão correcional da mesma” e que os dois já haviam manifestado “a preocupação antiga [...] em que a polícia pudesse imputar ao local a pecha de ponto de venda de drogas”

Com esses fatos, a Justiça determinou como ilícitas todas provas apresentadas pelos policiais durante o momento da prisão e decretou a liberdade do casal, que saíram sem ficha criminal, sem responder a nenhum processo.

Os policiais envolvidos seguem sem sofrer nenhum tipo de punição.

(DOL)

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