A rodovia BR-222, em frente ao Hospital Regional de Marabá, nordeste paraense, foi bloqueada durante a manhã dessa terça-feira (6) por alunos de uma escola estadual do município, que reclamam das condições desumanas no local: a situação na escola já havia sido denunciada pelo DIÁRIO, que mostrou a existência de uma sala que chegou a ser apelidada de “microondas” na instituição.
O manifesto foi feito pelos alunos e professores da Escola da Ensino Fundamental e Médio Professora Oneide de Souza Tavares, que interditaram, de três em três minutos, a BR-222 com faixas, cartazes e gritos de protestos.
A manifestação cobrou do governo do estado a implantação de uma subestação na unidade de ensino para atender a demanda de energia elétrica na escola, que é insuficiente, segundo os professores.
A escola já é famosa em Marabá: na instituição, existe uma sala apelidada de “microondas”. A situação foi denunciada no DIÁRIO em agosto deste ano, por causa do imenso calor que os alunos sentem no recinto.
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Alunos exigem solução do governo do Estado para situação desumana em escola. Foto: Reprodução
Na sala estudam cerca de 40 alunos em cada turno, manhã, tarde e noite e, segundo eles, alguns chegam até a passar mal, como é o caso da aluna Tatiane Almeida. “Eu fico com falta de ar e me tremendo por causa da asma. A gente reclama e não adianta nada, eles só prometem e nunca cumprem”.
A aluna relata que, uma vez, um colega de turma levou o ventilador de casa para a sala de aula, mas o mesmo queimou quando ligado à instalação elétrica da escola, causando prejuízo ao jovem.
De acordo com a diretora Maria de Nazaré Castro o problema da “sala microondas”, já repassado a Secretaria de Educação do Pará (Seduc), onde está prevista a abertura de janelões na sala, para minimizar o problema. Já a situação da energia da escola, não há muita expectativa, uma vez que já foi repassada ao governo do estado que existe a necessidade de um novo transformador, porém até agora não foi resolvido.
De acordo com o professor Abel Ferreira, a situação já chegou ao limite da paciência. “Nós hoje estamos em uma situação desumana, trabalhando nas escolas com um calor terrível, os alunos desmaiando”, disse.
A reportagem do DIÁRIO mais uma vez tentou entrar em contato com a 4.ª Unidade Regional de Ensino, órgão autorizado pela Seduc para gerenciar a educação estadual em Marabá, mas não obteve resposta.
(DOL com informações Michel Garcia/Diário do Pará)
A reportagem mais uma vez tentou entrar em contato com a 4.ª Unidade Regional de Ensino, órgão autorizado pela Seduc para gerenciar a educação estadual em Marabá, mas, novamente o contato foi em vão.
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