Na reunião, os deputados mostraram uma cópia do contrato que informa que as aulas nos 2 colégios particulares serão para “recuperação de conteúdo”, ou seja, reposição de aulas, contradizendo o que disse a secretária, que afirmou que se trata apenas de reforço. Segundo o deputado Iran Lima, líder do PMDB na AL, reposição é uma atividade fim e não pode ser terceirizada. O deputado informou que a secretária justificou que o termo reposição está no contrato apenas para atender a uma exigência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que fez empréstimo ao Estado.
Segundo ele, a instituição pode até exigir a reposição, mas não através de entidades particulares. “O que vale é o que está escrito no contrato”, observa Iran Lima.
O que mais chama atenção, diz Lima, é que essa gestão já se encontra no seu 5º ano na Seduc e sequer sabe o número de professores na rede.“ Que educação é essa cuja secretaria não tem o controle de um elemento-chave como esse? O governador Jatene jogou a educação na lata do lixo”.
MAQUIAGEM
Para Lima, o contrato não deixará legado para a educação do Pará. “O empréstimo do BID teria de mudar a política de educação no Estado e não fazer uma maquiagem que deixará resultado pontual para beneficiar apenas uma pequena parte dos alunos para aumentar índices”. O deputado João Chamon (PMDB) diz que predomina na Seduc o descontrole. “Não sabemos quantos professores existem na rede e de que forma foram feitos os descontos que, segundo o sindicato da categoria foram abusivos”. Ele defende uma rigorosa investigação. “A bagunça é generalizada”.
(Luiz Flávio)
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