Terminou por volta das 18 horas desta terça-feira (13), na Delegacia de Meio Ambiente (Dema), na Marambaia, em Belém, o depoimento do comandante libanês Barbar Abdulrahman, responsável pela embarcação Haidar, que transportava cinco mil bois para a Venezuela e naufragou em Barcarena no dia 6 de outubro.
O depoimento começou 9h seguindo até 14h30. Após intervalo foi retomado as 15h20 e segui até por volta das 18h. Todo o procedimento foi acompanhado pelo advogado dos proprietários da embarcação, Carlos Alcântara, além de três interpretes- um da Universidade Federal do Pará (UFPA), um designado pela polícia e um da empresa.
De acordo com relato breve do comandante que prestou depoimento, a embarcação pode ter afundado após um problema no nivelamento do navio. Devido a carga ser vida (bois), eles teriam se deslocado apenas para um lado, fazendo com que entrasse água na embarcação e em seguida afundasse. O depoimento começou a ser colhido pelo delegado Vicente Costa, porém precisou ser substituído após problemas pessoas. O diretor da Dema, Luiz Alcântara, prosseguiu.
Na quarta-feira (14), o oficial imediato e o chefe de máquinas devem ser ouvidos, na Dema, a partir de 8h30. Pelo menos seis pessoas, entre oficiais, comandante e chefe de maquina, devem ser ouvidos, podendo a chegar até os 28 tripulantes, de acordo com a necessidade.
Os tripulantes tiveram os passaportes confiscados pela Polícia Federal e só poderão deixar o país após o encerramento do inquérito, que deve durar entre 60 e 120 dias.
(DOL com informações de Priscila Soares/Diário do Pará)
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