A Casa Cor – maior mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas – abre ao público hoje, a partir das 16h, as portas de sua 5ª edição no Pará. Realizada pela segunda vez no Boulevard Shopping e com o tema “Brasil Visto por Dentro”, os mais de 50 profissionais envolvidos na concepção desta edição de 1.648m² e 33 ambientes têm investido no colorido, na madeira, em artesanatos locais e outros objetos que valorizam o que o país tem de melhor, associando a tudo isso muito charme e tecnologia. Sinta-se em casa!
Tecnológico, mas com personalidade
Dividida em três espaços, além da Casa Principal, a Casa Cor 2015 dá destaque para a tecnologia com a Casa High Tech e o Hall Interativo. Mas o artesanato também tem vez. As zarabatanas – armas de sopro utilizadas pelos índios para a caça de pequenos animais –, os colares, as cuias e mesmo uma canoa são peças escolhidas pelo designer de interiores Benedito Netto para decorar, por exemplo, a “Sala de Leitura”, um dos 23 espaços da Casa Principal. Cada objeto veio direto de tribos como os krahô, do Tocantins, e os assurini, do Sul do Pará.
“O tema deste ano deu abertura para que os arquitetos trabalhassem muito com as raízes brasileiras. E o próprio tema vem de uma tendência na arquitetura e decoração que é o regionalismo, o uso do artesanato local junto às novidades internacionais”, destaca Daniela Kress, gerente executiva do evento.
Mariano Cintra e Heloisa Ferreira também se inspiraram no regional na hora de decorar o “Hall das Cores”, localizado entre a “Suíte Master” e o “Home Office” da Casa Principal. O destaque é um tapete de seis metros de comprimento feito artesanalmente com caroços de açaí e que cobre não apenas uma parte do piso, mas também da parede do cômodo. O próprio Mariano revela que a peça foi montada a partir de caroços adquiridos em uma feira local e que foram posteriormente tratados e reciclados, o que dialoga com outra temática que vem sendo trabalhada já há algumas edições da mostra: a sustentabilidade.
O “Canto da Dira”, espaço idealizado por Rosângela Martins e Zelinda Gouvêa em homenagem à atriz Dira Paes, é outro exemplo de ambiente sustentável. Ele recria um quintal todo em madeira certificada com iluminação baseada no reaproveitamento de materiais e diversos objetos artesanais. Destaque para uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, a quem Dira é devota. Quem também abusa da madeira é a arquiteta Melânia Monteiro, no espaço “Loft Brasil”, feito de cores pontuais e móveis aconchegantes. Há ainda espaços dedicados à tendência gourmet, como o “Laboratório Gourmet” e o “Jardim Belém”.
Neste último, assinado por Milene Fonseca, Márcia Tuma e Marina Fonseca, está o Maricotinha, restaurante-lounge onde a decoração chama tanto a atenção quanto as delícias vendidas por lá, como o risoto paraense, o vatapá e o quiche de camarão. Com o evento, ainda será inaugurado no espaço o cardápio light “Maricotinha Saudável”. Mas o destaque mesmo é o piso que imita um galpão com garrafas, madeira, cimento queimado e reaproveitamento de lajotas. “A ideia é mostrar que materiais baratos que temos em casa podem se transformar em algo legal”, afirma Milene. E ainda há dois refúgios dentro da Casa Principal: a “Casa Praia” de Vanessa Martins e a “Casa de Campo” assinada por Alam Freitas e Bertrand Tenório.
Já na Casa High Tech, lançamento desta edição, basta um simples toque na tela do celular e a televisão é ligada, ou a cortina fechada. Lá, Fabio Seixas e Fernando Navarro criaram o Living High Tech do Jovem empresario , um living pensado para um “jovem bem sucedido”, e Pedro Ratis e Aniela Kalif assinam o “Game Room”. “É um espaço bem especial este ano, trazendo uma casa automatizada, incluindo uma mesa de sinuca versão hightech”, destaca Daniela Kress.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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