Na próxima quarta-feira (21), às 13h, um drone vai fazer um sobrevoo em Barcarena para captar imagens dos danos ambientais provocado pelo navio Haidar, que naufragou no Porto de Vila do Conde, com 5 mil bois e 740 toneladas de óleo, no último dia 6.
O drone, batizado de AtlantikSolar, possui uma câmera de alta resolução capaz de gerar imagens em 2D, em 3D e em infravermelho. “O equipamento vai ajudar a mapear a situação da região e poderá complementar, por meio das imagens aéreas que mostrarão a dimensão do desastre, o trabalho que já tem sido feito no local”, explica Mayra Castro, diretora da swissnex Brazil em São Paulo, consulado científico ligado à embaixada da Suíça, e também responsável pela vinda do equipamento ao Estado.
A expectativa é que os dados e imagens obtidos pelo AtlantikSolar possam subsidiar novos estudos com vistas à preservação ambiental de nossa região. “Esperamos que a parceria bilateral instituída com o governo suíço possa se desdobrar em novos projetos voltados à cooperação mútua em ciência, tecnologia e inovação”, destaca o secretário Alex Fiúza de Mello.
Em teste recente, os criadores do AtlantikSolar conseguiram uma autonomia de voo de 81 horas seguidas, de 14 a 17 de julho, na Suíça – um recorde mundial para aeronaves não tripuladas com menos de 50 kg. O voo na floresta entre Barcarena e Melgaço deve durar cerca de nove horas.
Para os suíços, será um teste de autonomia e resistência da aeronave em condições climáticas diferentes das encontradas na Europa. Os dados coletados ficarão a cargo do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que cuidará da disponibilização das informações aos parceiros locais. O material poderá ajudar na condução de novos estudos sobre a região amazônica.
A AtlantikSolar foi desenvolvida por cientistas do Laboratório de Sistemas Autônomos do ETH Zurich (Instituto Federal Suíço de Tecnologia) e está vindo ao Pará em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (SECTET).
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(DOL)
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