A empresa holandesa Mammoet Salvage, contratada pela seguradora do navio que naufragou no último dia 6, no Porto de Vila do Conde, em Barcarena, iniciou ontem, em caráter experimental, a retirada do óleo que ainda permanece dentro da embarcação. Ao todo, 600 mil litros de óleo estão armazenados em 8 tanques no fundo do Rio Pará. Apesar de a operação ter sido considerada segura pela empresa, uma pequena parte do óleo vazou durante o procedimento e acabou indo para a praia do Conde. O vazamento é considerado normal pela equipe envolvida na operação, uma vez que o procedimento envolve a acoplagem de mangueiras nos tanques, para sugar o produto.
O presidente da Companhia Docas do Pará (CDP), Parsifal Pontes, garante que não foi nada grave e que a área foi limpa logo em seguida. “É no momento da acoplagem que pode ocorrer pequenos vazamentos, mas nada que não possa ser controlado imediatamente”, esclarece. Uma barreira de contenção está instalada no entorno do porto para separar o óleo que possa vir a vazar durante a operação.
Na tarde de ontem, o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado (MP) e Defensoria Pública do Estado entraram com ação na Justiça Federal de Belém para pedir a interrupção das atividades no Porto da Vila do Conde, em Barcarena. As autoridades querem mais rapidez da Companhia Docas do Pará (CDP) e das empresas Minerva (exportadora) e Global (agente do navio), nas ações de remoção do óleo e das carcaças dos animais de dentro do navio e as que estão espalhadas pelo Rio Pará, após o rompimento da barreira de contenção na segunda-feira, 12 de outubro.
Parsifal Pontes informou que a retirada dos bois da Praia da Vila do Conde encerrou na noite da última quarta-feira (14) e que permanece o recolhimento dos animais que boiam próximo ao porto. A estimativa é de que a operação, tanto de retirada dos animais quanto do óleo que está no tanque do navio, leve de 3 a 4 meses.
Segundo Parsifal, cerca de 400 bois que boiavam já foram recolhidos. Ainda há aproximadamente 4 mil animais dentro do navio. “O trabalho que está sendo feito não ocorre com a celeridade que eles querem”, disse. Conforme Parsifal, a operação é um processo lento. “Fechar o porto não vai aumentar a velocidade dos trabalhos”, destacou, afirmando, ainda, que as atividades do porto não influem na operação.
(Renata Paes e Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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