“É uma agonia toda manhã, quando acordo. Hoje mesmo fui no cemitério ver o túmulo da minha menina. Enquanto eu não puder ver a justiça, não vou ter paz na minha vida”. O pesado depoimento de José Maria de Oliveira sobre a partida de sua filha, a universitária Thamirys de Oliveira, resume o sentimento de muitos parentes e amigos das vítimas do acidente ocorrido em julho de 2012, quando um ônibus com dezenas de estudantes paraenses capotou na rodovia PR-090, em Piraí do Sul, no Paraná. Após exatos três anos e três meses do caso, familiares ainda aguardam respostas sobre o ocorrido.
“Toda semana eu ligo para a comarca de Piraí do Sul, para saber como anda o processo, quando vou ter uma resposta sobre o caso”, continuou José Maria. “Em março eu cheguei a ir para lá. E irei novamente, com esposa e mala pronta, quando finalmente houver o julgamento”.
O acidente ocorreu enquanto um ônibus que levava 52 estudantes para um congresso de informática no Paraná, que caiu de uma ribanceira, matando 10 universitários e deixando dezenas de outros feridos.
O Ministério Público do Paraná pediu o indiciamento do motorista do veículo por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Justiça local aguarda o depoimento de duas testemunhas paraenses para dar decisão sobre o caso.
“Minha expectativa é que o motorista vá à júri popular e que tenha alguma condenação. Todos queremos resposta sobre o caso, o quanto antes”, concluiu José Maria. “A dor permanece sempre, mas pelo menos teremos um pouco de justiça”.
(DOL)
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