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Autoestima fortalecida combate câncer de mama

Exemplos de superação, determinação, força e fé mostram que o câncer de mama não deve ser encarado como uma sentença de morte. E, neste mês, repercute no mundo todo o movimento Outubro Rosa, que alerta para a importância de se fazer um diagnóstico precoce

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Exemplos de superação, determinação, força e fé mostram que o câncer de mama não deve ser encarado como uma sentença de morte. E, neste mês, repercute no mundo todo o movimento Outubro Rosa, que alerta para a importância de se fazer um diagnóstico precoce da doença. Quando isso ocorre, as chances de cura são superiores a 90%. Já em estágios mais avançados esse percentual reduz para 5%.

Histórias como a da empresária Cecília Rascovschi, 54, certamente inspiram mulheres a não desistirem de lutar contra a doença. Em 2005, aos 44 anos, através de um autoexame, ela descobriu um nódulo. Exames constataram que aquele nódulo inferior era maligno.

Por ser um tumor agressivo, o risco de a doença atingir a outra mama era grande. Então, o médico e a paciente decidiram que o melhor a fazer seria a retirada das duas mamas. O tratamento com a quimioterapia teve ainda a duração de seis meses. Apesar de se tratar de um momento bastante difícil, Cecília conseguiu encarar e vencer o problema com seriedade e firmeza. A empresária que sempre se envolveu com trabalhos sociais tem hoje como foco principal passar essa força para as mulheres que lutam contra a doença. “A sensação que tive era de estar no meio de um tsunami. Mas sempre tive muita fé e acreditava que Deus tinha um propósito na minha vida. Eu dizia: ‘Deus, não deixa eu morrer. Ainda quero ser mãe e tenho uma empresa onde meus funcionários dependem de mim’”, lembra.

TRANSFORMAÇÃO

Cecília diz que a mudança de vida é real para as pessoas que passam pela doença. “Ficava em um quarto durante o dia porque a quimio debilita muito o organismo. Mas quando tinha que ir para a clínica, ia para frente do espelho e me maquiava. Eu não me entreguei. Essa força é algo que ajuda”.

Em tratamento contra o câncer há um ano, a arquiteta Cristina Pena, 47, conta que só descobriu a doença porque começou a sentir uma dor lombar. Mesmo consciente da batalha que ainda terá pela frente, Cristina garante que a doença não a assusta. Sua única preocupação ao ler o laudo foi de como contaria para a mãe. “Não tive medo. Continuo trabalhando e não me abalei. A depressão não vai me curar”.

O CÂNCER DE MAMA

Visando estimular a autoestima das pacientes com câncer de mama, o Centro de Tratamento Oncológico promoveu, na tarde da última quinta-feira, pela terceira vez consecutiva, um curso de automaquiagem com a participação das pacientes. A ação faz parte da programação do Outubro Rosa. “A autoestima contribui com o tratamento, porque a mulher se sente melhor e tem mais condições de se inserir no tratamento”, frisa a oncologista clínica da CTO, Paula Sampaio.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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