Defensores da força-tarefa que atua no caso do desastre ambiental em Barcarena provocado pelo naufrágio do navio Haidar vão participar nesta quarta-feira (21), de reuniões com representantes da empresa Minerva S.A. e Companhia Docas do Pará (CDP), no prédio sede da instituição.
O encontro com as empresas pretende ser de ordem prática, adianta o Diretor do Interior, Daniel Lobo. Nesta primeira vez em que a Defensoria Pública sentará à mesa com as empresas envolvidas no caso pretende colocar no papel todas as atribuições e responsabilidades que terão, com prazos e cronogramas, para atendimento pleno das famílias prejudicadas com o naufrágio em Vila do Conde.
Daniel Lobo disse que colocar no papel e materializar o que caberá à empresa Minerva S.A. e Companhia Docas do Pará (CDP) tem ainda o objetivo de encaminhar essas medidas para a Justiça Federal. E mais que informar oficialmente ao juízo, garantir às famílias que o discurso se tornará, finalmente, real. “A CDP disse que vai dar auxílio financeiro às famílias, mas está tudo muito vago”, argumentou.
Na manhã desta terça-feira (20), a defensora Aline Rodrigues, coordenadora da força-tarefa da Defensoria, fez visita nas ilhas atingidas recentemente pelas carcaças de bois que morreram no naufrágio, em conjunto com a Defesa Civil e Secretarias de Saúde do Estado e Prefeitura de Barcarena.
Aline Rodrigues foi procurada pelas lideranças ribeirinhas na última segunda-feira (19), e se comprometeu em acompanhar de perto as dificuldades por que passam os pescadores da área, impedidos de pescar, sua principal atividade de subsistência.
(DOL com informações da Defensoria Pública)
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