De 6 praças visitadas no Conjunto Cidade Nova 4, 5, 6, 8 e 9, metade delas está abandonada. Os locais foram percorridos na tarde de ontem pela equipe de reportagem do DIÁRIO DO PARÁ. Sem corte de grama, limpeza diária, reposição ornamental ou de equipamentos para o lazer, as praças Três Corações, Tancredo Neves e a Praça do Lápis, localizadas na Cidade Nova 9, 4 e 5, respectivamente, revelam o completo descaso do poder público.
Arrancados e jogados ao chão, os brinquedos da Praça do Lápis, na Cidade Nova 6, perderam a serventia para as crianças que frequentavam o espaço. Segundo relatos dos próprios moradores, os brinquedos foram conseguidos por meio de coleta da vizinhança e, agora, compõem o cenário de abandono. Moradora antiga da WE-38, a dona de casa Soraia Santos, de 38 anos, lembra o zelo que a mãe possuía quanto à proteção do espaço. Passadas duas décadas, a praça mudou de nome e de estética. “Sem manutenção, a gangorra estava enferrujada. Só o escorrega que funcionava ainda”.
LIXO
Sem asfaltamento de qualidade, a rua onde passou a infância também é precária. Soraia conta que até andar de patins, que seria uma opção para a filha, é impensável devido às condições do lugar. Tomada por folhas secas e pequenos montes de lixo, o descaso na Praça Tancredo Neves, na Cidade Nova 4, é visível.
Apesar de possuir um espaço enorme, com uma pista para a prática de skate e de áreas destinadas para a realização de atividades físicas, a praça carece de lixeiras e de serviços de limpeza. Além disso, segundo os moradores, o espaço serve de abrigo para dependentes de drogas. Na opinião da dona de casa Luzia Carvalho, de 46 anos, a praça poderia ser melhor conservada, com a introdução de equipamentos para atividades físicas.
Já na Praça Três Corações, na Cidade Nova 9, o espaço é grande, mas falta iluminação adequada e equipamentos para o lazer. O local é de grande movimentação de moradores e de frequentadores da Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe, que utilizam o espaço em período de festividade. Porém, como a praça é carente de infraestrutura para o lazer, as pessoas recorrem a outros meios para o entretenimento no entorno.
Acompanhado da esposa Elizabeth Silva, 21, e da filha de 2 anos, o músico Matheus de Castro, de 20 anos, conta que deixa de ir ao local porque faltam atrativos para a família. À noite, o espaço é perigoso e é preciso redobrar os cuidados, segundo Augusto Filho, 28 anos, que trabalha próximo da praça. “O único movimento que vemos à noite é na igreja. Ainda assim, é perigoso passar pelo meio da praça porque fica tudo no escuro”.
Em nota, a Prefeitura Municipal de Ananindeua, por meio das Secretarias Municipais de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) e a de Urbanismo (Seurb), informou que a limpeza das praças é feita mensalmente e que a Sesan vai mandar uma equipe técnica ao local para fazer o levantamento dos serviços que serão realizados nas praças e posteriormente os projetos de revitalização.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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