Rômulo Maiorana Júnior já havia sido intimado 3 vezes a prestar depoimento sobre o contrato de aluguel do jatinho. Caso não aparecesse na Justiça Militar ontem, poderia ser procurado por um oficial de Justiça e preso.
O empresário foi pontual. Chegou à sede da Justiça Militar, na avenida 16 de Novembro, no bairro da Cidade Velha, às 8h43. A sessão estava marcada para 9h. A chegada foi tumultuada. O empresário estava em um carro blindado, preto, modelo Cadillac Escalade ESV, que tem custo estimado em R$ 350 mil. Por causa do tamanho do veículo, o motorista do empresário teve dificuldades para estacionar na garagem do prédio. Foi necessário retirar um veículo da Polícia Militar (PM) para que o Cadillac pudesse estacionar.
Rômulo trajava calça de brim surrada e camisa azul clara. Parecia propositalmente desleixado, bem diferente da figura que costuma exibir grifes nas noitadas por Belém. Desembarcou acompanhando por 2 seguranças. Logo atrás, outro carro, um Corola preto, conduzia o diretor Financeiro do jornal O Liberal, José Luis Sá Pereira; os advogados Osvaldo Serrão e Jorge Borba, um dos filhos de Romulo, Gustavo e o irmão Ronaldo Maiorana.
OUTRA CONFUSÃO DOS MAIORANAS
Por uma questão de economia processual, a Justiça Militar aproveitou a presença de Maiorana no plenário para ouvi-lo em outra ação. O sub-tenente Manoel Carvalho é acusado de estelionato por ter alegado problemas de visão para ser reformado pela Polícia Militar mas, após obter o benefício, passou a trabalhar como segurança e motorista da família Maiorana.
Tão logo acabaram os questionamentos sobre o aluguel do jatinho, foi desfeito o Tribunal Especial (convocado quando o processo envolve oficiais) e foi formado o Tribunal Permanente, que julga praças. Essa 2ª sessão foi presidida pelo juiz Manoel Carlos de Jesus Maria. Diante do plenário, o promotor Armando Brasil questionou o empresário sobre a relação dele com o militar reformado. “Somos amigos, frequentamos os mesmos lugares”, disse, para justificar um vídeo de 2013, onde o militar aparece em um shopping de Belém, aparentemente fazendo segurança para Rômulo maiorana Júnior e os filhos.
O vídeo, de 10 minutos, foi feito pelo jornalista e radialista Antônio Gonçalves e encaminhado à Justiça Militar. Rômulo garantiu não ter firmado nenhum tipo de contrato profissional com Carvalho. O empresário havia sido convocado pela acusação do sub- tenente. Agora, a Justiça Militar vai ouvir as testemunhas de defesa.
(Diário do Pará)
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