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Oficiais agiram para inocentar Zenaldo

O Ministério Público Militar (MPM) está convencido de que, entre as estratégias para livrar Zenaldo da responsabilidade pelo incêndio, está a omissão de informações relevantes no laudo sobre o incêndio. Assinado pelo Major Charlyston Wytting Cardoso Sous

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O Ministério Público Militar (MPM) está convencido de que, entre as estratégias para livrar Zenaldo da responsabilidade pelo incêndio, está a omissão de informações relevantes no laudo sobre o incêndio.

Assinado pelo Major Charlyston Wytting Cardoso Sousa e pelo 1º Tenente Alex dos Santos Sousa, o laudo apontou como causa da tragédia problemas em uma central de ar, mas não detalhou as condições da fiação e da própria central. A intenção era atribuir a responsabilidade à empresa responsável pela manutenção do equipamento. Técnicos responsáveis pelo trabalho, contudo, afirmaram, em depoimento, que em pelo menos sete ocasiões alertaram, por escrito, para os riscos de problemas na máquina. Os dois oficiais foram denunciados por falsidade ideológica e podem ser punidos com prisão de até 5 anos, sob a acusação de omissão em documento público.

Outro processado é o Coronel Geraldo Menezes, que era o diretor de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros e não exigiu que as providências para evitar um incêndio no local fossem tomadas. O coronel poderia, por exemplo, ter pedido a interdição do prédio. Menezes é acusado do crime de omissão, com pena que vai de 6 meses a 2 anos de prisão. Já o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Nahum Fernandes (na foto abaixo), é acusado de falso testemunho e pode pegar de 2 a 6 anos de prisão. Caso sejam condenados a penas superiores a 2 anos de reclusão, os oficiais serão automaticamente expulsos da Corporação.

(Rita Soares/ Diário do Pará)

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