Os pacientes que precisaram de atendimento no Pronto-Socorro Municipal (PSM) Humberto Maradei, no bairro do Guamá, viveram mais uma noite de sufoco com a superlotação do hospital. O cenário vem se repetindo desde o incêndio no PSM da 14 de Março, no dia 25 de junho passado, que acabou aumentando a demanda de pacientes no local.
Sem estrutura para receber tanta gente, o PSM do Guamá não consegue atender com qualidade nem mesmo os casos mais graves. A aposentada Amanda de Souza, de 85 anos, está internada no hospital há 4 dias por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Apesar da idade e da complexidade da doença, a paciente está recebendo o atendimento em uma maca no corredor. O filho de Amanda, José de Souza, disse que até agora a família não sabe se ela será levada para uma enfermaria ou mesmo transferida para outro hospital. “Aqui ela não tem condições de ficar”, diz.
Quem também estava sendo atendido no corredor era o pai de Alzira Muniz. O paciente, de 69 anos, sofre de câncer e ontem precisou ser internado depois de sentir fortes dores no abdômen. Os idosos procuram bastante atendimento no PSM do Guamá, muitos dos quais com complicações que precisam de cuidados imediatos.
CIRURGIA
A idosa Maria de Lourdes, 66, até que conseguiu atendimento emergencial rápido, mas o braço quebrado, devido a uma queda no ônibus, terá de ser operado. Porém, não havia leito para a idosa. Segundo a filha da paciente, Maria da Conceição, a mãe foi medicada com remédio para dor e liberada em seguida, para aguardar em casa a transferência para um hospital. “Eles disseram que vão entrar em contato quando conseguirem uma vaga para ela fazer a cirurgia”.
Os acompanhantes dos pacientes relatam um cenário de horror dentro do hospital. “Tem gente para todos os lados, se esbarrando. Pacientes estão em macas no corredor e até sentados no chão. Nem cadeira de roda tem no hospital”, diz Conceição.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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