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Alunos dizem sentir vergonha por plágio de docente

Surpresa, revolta e vergonha. Essas foram as três principais reações de alunos do curso de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), após a notícia de que o Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) determinou a nulid

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Surpresa, revolta e vergonha. Essas foram as três principais reações de alunos do curso de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), após a notícia de que o Conselho Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) determinou a nulidade da defesa de tese de doutorado da professora Scarlet Yone O'Hara e a cassação do seu título de doutora em Estudos Literários pela Faculdade de Letras, obtido em 2004.

Professora da UFPA tem título anulado por plágio

Uma aluna do curso de Jornalismo curso disse estar com vergonha pela professora. "Agora todo mundo vai falar da gente", mostrando o impacto não somente da anulação não somente para a professora, mas também para a instituição e para os estudantes.

Pelo site do DOL, o internauta Marcel Blanco questionou: "E como ficam os salários que ela recebeu como doutora? E os alunos que foram enganados? Depois fazem greve de 120 dias de férias recebendo integralmente etc.", questionou.

Já na fanpage do DOL, a internauta Debora Bezerra afirmou que conhece o caráter, a seriedade e o comprometimento da professora. "E realmente algo estranho, sórdido e rasteiro deve estar acontecendo. Pois o brilho incomoda quem vive na escuridão da inveja" (sic), destacou em defesa da professora.

O caso

Scarlet Yone O'Hara é professora nos cursos de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) e atua principalmente nas área de publicidade, propaganda, marketing, gênero, imaginário e comportamento do consumidor.

Segundo o site da UFMG, a decisão é resultado de processo disciplinar instaurado contra Scarlet Yone, por prática de plágio, com base em denúncia feita pela autora do trabalho plagiado. A investigação, aberta em setembro de 2010, foi conduzida por comissão de sindicância formada por professores da Faculdade de Letras.

"A materialidade é indiscutível. Após ampla e exauriente instrução, restou provado neste processo, de forma inconteste, a existência do plágio de que foi acusada Scarlet Yone O'Hara", conclui o parecer da Comissão de Legislação que embasou a decisão do Conselho Universitário.

No documento, a Comissão acrescenta que a própria autora da tese "não apresentou nenhuma justificativa excludente do ilícito de propriedade autoral por ela praticado. Pelo contrário, confessa expressamente a cópia realizada sem a citação da fonte".

(DOL)

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