Alunos da Escola Estadual Paes de Carvalho foram às ruas, na manhã de ontem, protestar por melhorias estruturais no ambiente escolar. Por volta das 10h, eles bloquearam a rua João Diogo. Em seguida, caminharam até a avenida 16 de Novembro, onde fizeram um segundo bloqueio. O trânsito ficou congestionado por 10 minutos. Os manifestantes caminharam, então, até a frente da sede do Ministério Público do Estado (MPE), na rua Ângelo Custódio, bairro da Cidade Velha.
CUPINS E CALOR
Os estudantes reclamam das péssimas condições das salas de aulas, que estão repletas de cupins, com tomadas queimadas, teto ameaçando desabar e paredes com infiltrações. “A escola precisa de reforma. Não tem nem material nos laboratórios. A gente tem de comprar toalha de papel para as aulas”, conta o estudante do convênio, George Neves, 17 anos.
Para Beatriz Cardoso, 15, do 2º ano do ensino médio, estudar no calor dificulta o aprendizado pois, segundo ela, os aparelhos de ar condicionado não funcionam. “Tem alunos que passam mal. Dos 6 ventiladores na sala, só 3 funcionam. Tem até um buraco no quadro da sala”, diz.
Desde 1999, o professor Juscelino da Costa leciona na Escola Paes de Carvalho. Segundo ele, trabalhar no local nunca foi tão difícil como nesse Governo de Simão Jatene. “Não vejo solução, a curto prazo, para resolver os problemas da escola. Os equipamentos dos laboratórios estão sucateados, falta merenda escolar”.
No final da manhã, uma comissão, composta por alunos e professores, foi recebida pela promotora de Justiça, Graça Cunha. A comissão pede, em caráter de urgência, que a Escola Paes de Carvalho, passe por reformas. Caso nenhuma proposta seja apresentada, os estudantes prometem continuar com os protestos.
(Renata Paes/Diário do Pará)
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