A dificuldade de acesso à assistência básica de saúde, profissionais de saúde desatualizados e diagnóstico tardio são alguns dos principais entraves para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com Doença Falciforme no Brasil, que tem uma população variante entre 20 mil e 30 mil pessoas.
Com predominância em afro-descendentes, é a doença genética mais comum no país. O Pará ocupa o terceiro lugar em incidência, com um caso para 3,4 mil nascidos. O Estado da Bahia lidera o ranking, com um caso entre 650 habitantes.
Essas e outras informações foram repassadas no II Workshop de Hemoglobinopatias e Doença Falciforme (DF) com Sobrecarga de Ferro: Novas Perspectivas – Transplante de Medula Óssea (TMO), promovido pela Fundação Hemopa em parceria com a Novartis.
O primeiro caso de DF avançou no país, considerando que o primeiro relato científico da doença ocorreu em 1910, e nos últimos dez anos, as ações já podem ser planejadas em consonância com a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com a Doença Falciforme.
Os principais sintomas da doença são: anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados, dor nos punhos e tornozelos –frequente até os 3 anos de idade – e em músculos, ossos e articulações. A partir do diagnóstico é necessário acompanhamento médico. O evento de sensibilização tem o apoio da Novartis e da empresa Transcurumim.
Serviço: o ambulatório de pacientes funciona na sede da Fundação Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, 2.109, em Batista Campos, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Mais informações pelo telefone 0800-2808118.
(DOL com informações da Agência Pará)
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