As respostas foram bastante dividas, mas a maioria dos internautas não concordam com o veto a doação de sangue por homens gays, segundo mostrou o resultado do DOL Quer Saber.
No último dia 16 de setembro, a Argentina se juntou a países como Chile, Espanha, Itália, México, África do Sul - e até a conservadora Rússia - e retirou uma restrição que dificultava a doação de sangue por homossexuais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), outras nações, como Alemanha, Dinamarca, França, Israel, Suíça e o Brasil, por exemplo, mantêm esse veto.
Na enquete do DOL, 52,19% não aprovaram o veto. “Não concordo, se todos os testes são realizados para saber se existe algum tipo de motivação da qual impeça o individuo de doar é um contra senso, ainda indicar grupos de risco, até porque os exames que serão realizados, não serão gastos à toa na saúde pública, tendo em vista, que a pessoa descobrir a portabilidade de alguma doença, em qualquer circunstância não é mais que o dever do Estado”, disse o internauta Francisco Neto.
O internauta identificado como Biro Biro também não concordou. “Claro que não concordo, há muito tempo que não existe o "grupo de risco " e sim, comportamento de risco. Ademais todo o sangue coletado passa ou deveria passar por um rigoroso controle até ser disponibilizado para transfusão, então não há motivo para essa restrição a não ser o puro e velho preconceito mesmo”.
Outros 47,81% concordaram com o veto. “Concordo sim, desde que seja devidamente fiscalizado pelos órgãos de saúde, para que não faça parte de erros lamentáveis como no caso de Betinho”.
O estigma da década de 80, quando o vírus HIV era associado aos homens gays, prevalece até hoje. Mais de 50 países não permitem que homossexuais doem sangue em seus hemocentros.
No Brasil, a resolução 153 da Anvisa considera que “homens que fizeram sexo com outros homens nos 12 meses que antecedem a triagem clínica devem ser considerados inaptos temporariamente para a doação de sangue”, embora afirme que a seleção clínica “não seja baseada em preconceitos, idiossincrasias ou conceitos morais”.
(DOL)
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