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Após um ano, familiares cobram por justiça

Na próxima quarta-feira (4), completa um ano do dia em que 11 pessoas foram mortas nos bairros do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Marco e Sideral, em Belém. A data ficará marcada no calendário dos paraenses por uma das chacinas mais cruéis registradas na cap

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Na próxima quarta-feira (4), completa um ano do dia em que 11 pessoas foram mortas nos bairros do Guamá, Jurunas, Terra Firme, Marco e Sideral, em Belém. A data ficará marcada no calendário dos paraenses por uma das chacinas mais cruéis registradas na capital paraense.

E, para relembrar o caso e cobrar pela punição dos envolvidos nos crimes, familiares e amigos das vítimas, juntos com representantes de instituições e movimentos sociais organizam uma agenda de lutas a partir deste sábado (31). As ações incluem intervenções culturais, audiências, atos públicos e um encontro com os órgãos de segurança do Estado do Pará, junto com a Comissão de Direitos Humanos.

Na tarde de hoje será apresentada a exposição itinerante "Choram os Cravos de Novembro", do artista Josué Jorente, que será instalada na praça do Horto, no bairro da Batista Campos e depois seguirá para o bairro do Marco.

O destaque da programação é para o "Grande Ato por Justiça", que ocorrerá no dia 4 de novembro, com concentração às 17 horas, na Praça do Can, em Nazaré. O ato iniciará com uma caminhada pedindo por justiça e paz, partindo da frente da Basílica até o Mercado de São Brás.

Segundo uma uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada, Pet comandava grupo de extermínio nas periferias de Belém. (Foto: Reprodução/Facebook)

Relembre o caso

As mortes ocorreram na noite de 4 de novembro de 2014. Ao todo, 11 pessoas foram assassinadas em ato que seria resposta à execução do cabo Antônio Figueiredo, o Pet, da Polícia Militar. Suspeita-se que as mortes foram realizadas por um grupo de extermínio que conta com a participação de militares.

Na época, a Anistia Internacional emitiu uma nota comentando sobre a série de execuções. O órgão classificou o acontecimento como uma “chacina” e pediu por uma investigação imediata.

A Anistia disse, ainda, que coletou relatos de moradores afirmando que “as entradas e saídas do bairro (da Terra Firme) foram fechadas durante a ação criminosa por veículos oficiais da Polícia Militar, impedindo que moradores retornassem às suas residências” e que “homens encapuzados portando armamento pesado em motos e carros não identificados invadiram casas e assassinaram diversas pessoas”.

Famosos, como a cantora paraense Gaby Amarantos e centenas de outras pessoas pediram por paz na capital. Uma campanha foi compartilhada nas redes sociais, com imagens clamando pelo fim da violência em Belém.

A MATANÇA - 04/11/2014

1 – Às 19h30, o cabo Pet foi assassinado no Guamá.
2 – Às 22h, Eduardo Felipe Chaves de 26 anos, foi baleado e morto na Terra Firme.
3 – Às 22h, Bruno Gemaque, de 20 anos, também foi baleado e morto na Terra Firme.
4 – Às 22h, Cezar Augusto da Silva, de 25 anos, foi outro assassinado a tiros na Terra Firme.
5 – Às 22h30, Marcos Murilo Ferreira, de 20 anos, foi baleado e morto no bairro do Marco.
6 – Às 23h, Jefferson Cabral dos Reis, 29 anos, foi baleado e assassinado na Terra Firme.
7 – 0h30 de 5 de novembro, Nadson Roberto, de 28 anos, foi baleado no Jurunas. Morreu na hora.
8 – Jean Oscar dos Santos, de 33 anos, foi assassinado no Jurunas à 1h30.
9 – Alex dos Santos Viana, 20 anos, foi assassinado no Sideral às 2h.
10 – Ainda às 2h, Márcio Rodrigues dos Santos, foi assassinado no Tapanã. Tinha 22 anos.
11 - Baleado no dia 4, Arlesonvaldo Carvalho Mendes morreu no Metropolitano no dia 6. Ele foi baleado no bairro da Terra Firme.

Programação:

(Foto: divulgação)

(DOL)

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