Atualmente, cerca de 20 mil trabalhadores moram nos alojamentos de Belo Monte, no colossal canteiro de obras daquela que será uma das maiores hidrelétricas do globo, quando finalmente entrar em funcionamento às margens do rio Xingu, no município paraense de Altamira. A rotina da população ribeirinha remanejada por conta das obras, que vive hoje nos bairros planejados de Altamira, e toda a polêmica envolvendo a mais nova usina hidrelétrica do Brasil - que curiosamente já perdura há décadas - serão alguns dos focos da série de matérias especiais “Belo Monte – Transformação e Conflito”, que a RBA TV passará a exibir a partir desta terça-feira (3), às 17h50.
A equipe de reportagem, composta pela jornalista Daiane Balbinot e pelo repórter cinematográfico João Nogueira, se deslocou até a região a convite da Norte Energia, a responsável pelas obras. Em dois dias e meio em Belo Monte e Altamira, registrou em detalhes as mudanças regionais causadas pelo empreendimento.
A usina de Belo Monte é considerada a terceira maior do planeta e começou a ser construída em 2011. A previsão da Norte Energia é que ainda em 2015 Belo Monte comece a produzir energia, apesar do Ibama ainda não ter concedido a licença de operação para a hidrelétrica.
UM OUTRO XINGU
Em Altamira, bairros planejados foram construídos para abrigar cerca de 5 mil famílias deslocadas por conta das obras da usina hidrelétrica. Escolas, postos de saúde e toda infraestrutura necessária foram garantidos à população. “São casas muito boas. Elas possuem o mais moderno tratamento de esgoto do País. Se não fosse Belo Monte, talvez isso nunca existisse na região”, observa a jornalista Daiane Balbinot.
A equipe da RBA também esteve no Sítio Pimental, onde será produzido o primeiro megawatt de energia de Belo Monte. Em uma lancha voadeira, a viagem durou duas horas. “Era o período de seca. Nós tivemos de desligar o motor para desviar das pedras desse perímetro do rio”, narra Daiane.
Todos os lados do futuro do Xingu
Há 4 anos a repórter Daiane Balbinot esteve na região das obras de Belo Monte, em Altamira. Ela diz que sentiu os impactos das obras. “Na época, falamos com ribeirinhos e dessa vez não os encontramos nas palafitas. Foi uma aventura, mas é chocante ver as queimadas por conta das obras, mesmo que elas tenham autorização ambiental”.
Depois da viagem pelo rio, a equipe seguiu em uma van por uma hora e meia, para chegar ao Sítio Belo Monte. No local estão as 18 turbinas que vão gerar o total de 11.233 MW de energia elétrica. A expectativa é que essa potência seja alcançada em 2019, no período de cheia do rio Xingu. “É um canteiro gigantesco, mas há muita poeira e transtornos, como a dificuldade de locomoção e o alto custo de vida”.
60 MIL REFEIÇÕES
Na vila de alojamentos onde estão cerca 20 mil trabalhadores, 54% são do Pará e o restante do Maranhão e Tocantins. Eles cumprem 8 horas de jornada de trabalho. No meio da selva Amazônica, o local possui ainda escola, farmácia, campo de futebol e até cinema. Para os operários, são servidas cerca de 60 mil refeições por dia. “Almoçamos com eles no refeitório e a comida é de excelente qualidade”, garantiu a equipe da RBATV.
A nova série de matérias especiais “Belo Monte – Transformação e Conflito”, estreia dia 3 de novembro, às 17h50, no Jornal RBA. A reapresentação ocorrerá a partir do dia 4 de novembro, às 11h30, no programa Barra Pesada. A série traz 3 reportagens e um total de 25 minutos de produção.(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar