Concebida por especialistas como uma das formas de organização do trânsito em uma área urbana, a implantação de um binário possui a função de transformar ruas paralelas em mão única - uma para cada sentido. Em Belém, o sistema foi anunciado em maio para funcionar nas travessas Angustura e Lomas Valentinas, no bairro da Pedreira. Com a mudança, a Angustura teria mão única, desde a Avenida Almirante Barroso até a Rua Antônio Everdosa.
Porém, passados 5 meses, a obra não foi concluída pela Prefeitura de Belém. Sem faixa de pedestres, semáforos e pintura, o local é perigoso por representar risco de acidentes, no trecho entre a Travessa Angustura e Avenida Marquês de Herval. Nessa área foi colocada apenas uma camada de asfalto sobre o espaço que antes abrigava uma Praça.
Pedestres, ciclistas e motoristas reclamam da falta de indicação de preferencial. Na última quarta-feira, um motorista se envolveu em um acidente ao fazer o retorno nesse local e colidir com outro veículo. O condutor ficou preso entre as ferragens e foi socorrido com vida pelos bombeiros. “O problema é maior para os moradores, que demoram muito mais na travessia da pista”, disse Maria Aparecida, 55 anos, pensionista. “Tem hora que a gente redobra a atenção para desviar de quem surge de repente, porque a via não dá outras alternativas”, avalia o aposentado Jasen Carneiro, 64 anos, que sempre usa bicicleta.
A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), informou que está previsto para este mês o início da sinalização completa da Angustura.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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