No Posto do Passe Fácil, em São Brás, ontem, às 10h, a fila para o cadastro biométrico contornava a Praça Floriano Peixoto. Para passar o tempo, estudantes jogavam cartas, outros pediam informações sobre quais documentos são necessários para o registro biométrico, ou reclamavam da demora no atendimento.
Embora o cadastramento tenha começado na última terça-feira, 27 de outubro, e não ter data definida para o término, a freira Georgia Cristina Paiva, 39 anos, soube pelos amigos, seis dias depois, da necessidade de fazer o registro. “Eu só soube ontem (2) e decidi vir. Cheguei umas 9h, mas uma irmã tinha chegado mais cedo e guardou lugar para mim”, disse ela, ainda a cerca de 30 metros da entrada do Posto do Passe Fácil.
A preocupação da estudante Lucilene Leite, 38 anos, era de que a máquina de leitura das digitais dê problema e o sufoco no trânsito se intensifique. “Pensa só nos ônibus lotados e nas pessoas querendo entrar. A gente já está no sufoco do trânsito e ainda tem que colocar digital e a máquina não lê direito. Já vi isso. E se não passar a digital, vamos ter que pagar inteira”, reclama.
Procurado pelo DIÁRIO, o Sindicato das Empresas de Transporte de Belém (Setrans-Bel), responsável pela gestão do sistema, não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Renata Paes/Diário do Pará)
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