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Praças de Belém estão abandonadas

As praças de Belém estão abandonadas e sem segurança. A denúncia é da própria população, que reclama do descaso do poder público par com os espaços que deveriam servir ao lazer. No bairro da Marambaia, um dos mais populosos de Belém, a Praça Tancredo Neve

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As praças de Belém estão abandonadas e sem segurança. A denúncia é da própria população, que reclama do descaso do poder público par com os espaços que deveriam servir ao lazer. No bairro da Marambaia, um dos mais populosos de Belém, a Praça Tancredo Neves não passa por reformas há 15 anos. O lixo e o mato tomam conta de todo o local, as calçadas estão quebradas e as áreas de lazer estão completamente deterioradas.

O casal Guilherme da Silva, 34, e Aline Oliveira, 30, moram no bairro e complementam a renda familiar com a venda de ingressos nos brinquedos disponibilizados por eles ao lazer das crianças. Mas, para atrair os clientes são obrigados a fazer a manutenção física da praça. Toda semana, o casal paga R$ 50 para uma pessoa limpar a área. “Tem dias que eu mesmo limpo porque não dá pra pagar o tempo todo e também não dá para esperar pela prefeitura”, reclama Guilherme.

LIXEIRAS

Ao falar do abandono da praça, Aline demonstra indignação. “As pessoas jogam o lixo no chão porque não tem lixeira. Gostariam de se sentar nos bancos, mas estão quebrados”, critica. Segundo os moradores, até a lâmpada do poste foi comprada com a coleta feita entre eles. O campinho de futebol praticamente não existe mais e a quadra foi tomada pelo mato.

Além disso, a violência no local é constante. Na última quinta-feira, 2 jovens foram baleados na praça. Segundo os moradores, recentemente uma pessoa também foi morta no local , em plena luz do dia. “Aqui o crime é constante, já reivindicamos um posto policial, mas nunca fomos atendidos”, diz a moradora Alaíde Malcher, 62.

A violência e o abandono também fazem parte da Praça Waldemar Henrique, no bairro do Reduto. Apesar de levar o nome de um dos maiores músicos paraenses, o local é inseguro. À noite, a escuridão é total, assim como o mau cheiro que sai do lixo espalhado pelo chão. O comerciante, Martinho Albuquerque, 53, tem um carro de lanche na praça e lamenta o abandono da área. “Só eu tenho coragem de vender aqui, devido à escuridão”, diz.

A poucos metros dali, o cenário é o mesmo, na Praça D. Pedro I, na Cidade Velha. Além de escuro e tomado de lixo, o local é marcado também pela insegurança. O morador Daniel Mesquita, já foi vítima de assalto na praça e lamenta que o espaço não cumpra com o seu verdadeiro papel. “Esse local deveria ser de lazer, ter atrativos para chamar as pessoas. Nunca vi ninguém passeando por aqui”, afirma. A Prefeitura de Belém foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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