Era para ser uma manhã de trabalho comum, se não fosse por um detalhe: as ilustres presenças do príncipe japonês Akishino e de sua esposa, a princesa Kiko Kawashima, no Complexo Ver-o-Peso, considerada a maior feira ao ar livre da América Latina. A novidade causou furor entre os feirantes e o público que passava por ali. Todos voltaram seus olhos admirados para o casal imperial, que chegou ao local às 8h15, acompanhado de uma comitiva que ocupava vários carros. Os feirantes se sentiram lisonjeados por saber que uma das prioridades do príncipe era visitar a Feira do Ver-o-Peso.
O vendedor de aves vivas Edivaldo Moreira, 47 anos, que trabalha no local há mais de quatro décadas, foi um dos feirantes que tiveram a oportunidade de estar frente a frente com as altezas imperiais do Japão. Isto porque, ao que tudo indica, o príncipe é um grande admirador de aves. Quando o monarca fez uma parada na barraca do feirante, o intérprete disse que Akishino apreciava ver os animais.
Ao acompanhar de perto o dia a dia na feira, o príncipe se encantou com uma ave conhecida como “Índia gigante”, por ter um porte maior, apresentada pelo vendedor Edivaldo Moreira. “É uma raça de galo maior do que as outras. O príncipe achou muito interessante, bateu foto e ficou admirado”, disse o feirante. “Não é todo dia que um príncipe vem nos visitar no Ver-o-Peso, né?”. Quando soube que o príncipe e a princesa iriam visitar o local, a vendedora de artesanato Rosália Maia, 46, imaginou que eles usariam seus figurinos reais. Porém, o que ela pôde ver foi totalmente o contrário.
“Achei os dois muito simples, bem adequados ao nosso clima quente. Agora, o Ver-o-Peso vai ficar ainda mais conhecido”, destacou Rosália, animada.
INTERESSE
O casal real foi recepcionado no Mercado de Ferro, de onde seguiu à Feira do Artesanato. O príncipe demonstrou interesse pela variedade de produtos comercializados no local. Graduado em Zoologia e autor de uma publicação sobre aves domesticadas, o que mais lhe chamou a atenção foram as espécies de peixes e aves, que ele fez questão de fotografar e de saber a espécie de cada um.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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