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Ambulantes ainda esperam por obras

Trabalhadores que atuam no Espaço da Palmeira, no bairro do Comércio, continuam à espera da retomada das obras de revitalização do local, iniciada em outubro de 2012, no fim da gestão municipal passada. A reforma previa a adequação do espaço, com praça de

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Trabalhadores que atuam no Espaço da Palmeira, no bairro do Comércio, continuam à espera da retomada das obras de revitalização do local, iniciada em outubro de 2012, no fim da gestão municipal passada. A reforma previa a adequação do espaço, com praça de alimentação e outros atrativos para os clientes. Porém, a obra foi suspensa em 2013, depois que o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, tomou posse do cargo. A alegação foi de que não teria projeto para a obra. Com isso, os trabalhadores que haviam sido remanejados, temporariamente, para a calçada da rua Senador Manoel Barata permanecem no local até hoje.

Um deles é Heleno Freitas, 39, que estava entre os 436 ambulantes remanejados da avenida Presidente Vargas para ocupar o Espaço da Palmeira, inaugurado em 22 de maio de 2010. Segundo ele, que é presidente da Associação dos Trabalhadores Informais do Centro Histórico de Belém (Aticehb), em maio de 2014, a administração municipal apresentou um novo projeto aos trabalhadores.

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Eles deram suas contribuições, informando que o local precisava de piso novo, a cobertura deveria ser trocada por não ser adequada ao clima de Belém, o que deixa o local muito quente. Também foi reivindicada a conclusão da praça de alimentação, além de locais para abrigar lotérica e agência dos Correios, como forma de garantir a prestação de serviços à população.

Heleno disse que, no dia 15 do mês passado, procurou a Secretaria Municipal de Economia (Secon) e foi informado de que a prefeitura não retomará as obras por falta de recursos. “Já mandamos 2 ofícios para o prefeito pedindo explicações. Porém, não recebemos resposta nenhuma e a gente fica com essa preocupação.”

INSEGURANÇA

Outro problema apontado pelos trabalhadores é a falta de segurança no local. Magnólia Bessa, 42, que trabalha com a venda de refeições, contou que os próprios trabalhadores pagam 2 vigias para fazer a segurança no local. Ela afirma que a Prefeitura chegou a informar que disponibilizaria guardas municipais, mas isso nunca aconteceu. Magnólia diz ainda que o movimento no local caiu depois que os trabalhadores passaram a ocupar a calçada. “Trabalhava só com 1 boxe e vendia 5 quilos de maniçoba e 3 de vatapá em um dia, mas depois tive de abrir mais 1 boxe com refeição mesmo para compensar o que vendia antes”, compara. A reportagem não conseguiu fazer contato, por telefone, com a Prefeitura de Belém. Foi solicitada nota via e-mail, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

ESPAÇO DA PALMEIRA
- O local onde hoje funciona o Espaço da Palmeira abrigava a Fábrica Palmeira.
- Com a destruição da fábrica, em meados dos anos 90, restou um enorme buraco no centro de Belém.
- Em 2001, foi iniciada a obra de construção do Espaço da Palmeira, unindo revitalização do centro histórico e geração de trabalho e renda.
- O Espaço da Palmeira foi inaugurado em 22 de maio de 2010.
- Uma obra de revitalização foi iniciada em outubro de 2012, no final da gestão municipal passada. Porém, foi suspensa em 2013, na gestão de Zenaldo Coutinho
e não foi mais retomada.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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