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Aprenda a negociar suas dívidas e ganhar crédito

Para quitar dívidas atrasadas e dispor de crédito para as compras de fim de ano, lojistas têm dado aos clientes várias possibilidades de negociar os débitos. As ofertas dos empresários vão do abatimento dos juros acumulados até o parcelamento das dívidas.

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Para quitar dívidas atrasadas e dispor de crédito para as compras de fim de ano, lojistas têm dado aos clientes várias possibilidades de negociar os débitos. As ofertas dos empresários vão do abatimento dos juros acumulados até o parcelamento das dívidas.

Em uma grande loja de departamentos, por exemplo, até 30 de novembro os clientes com contas atrasadas podem negociar de duas formas. A 1ª consiste no pagamento à vista e abatimento completo dos juros. Na 2ª, o cliente dá uma entrada de 60% e o restante parcela em duas vezes. “Descontamos todos os juros e todas as multas nos 2 casos. No 1º, assim que a pessoa fizer o pagamento, já tem o crédito liberado para comprar”, explica o gerente da loja, Rafael Brito.


O procedimento exige apenas que o consumidor apresente o CPF ou o cartão da loja ao operador de caixa ou no setor de crediário. “Chega essa época, as pessoas querem comprar, mas estão devendo. Essa é a oportunidade de conseguir comprar os presentes”. Em uma sapataria, na rua João Alfredo, clientes em débito com o crediário da loja podem ter descontos que vão de R$ 70 a R$ 150 nas parcelas atrasadas. O preço varia conforme o valor da dívida a ser pago pelo cliente.

Para o gerente da loja, Antônio Barbosa Neves, 36, tudo é válido para ter crédito livre em compras. “Percebemos muitos clientes interessados em quitar as dividas. Com o 13° salário que vem por aí, a gente acredita que muita gente aparecerá disposta a resolver sua situação”, diz. Para a doméstica Mariela Silva, 42, esta é uma boa oportunidade de garantir crédito para as próximas compras.

DIEESE

Segundo o economista e assessor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese/PA), Roberto Sena, com a crise na economia brasileira, a queda no poder aquisitivo e o desemprego, o índice de inadimplência poderá ser o maior da década. Para evitar maiores transtornos, a sua orientação é aproveitar o 13º ou o seguro-desemprego para quitar as contas atrasadas e evitar novas dívidas. “O momento é do brasileiro ter o pé no chão e só comprar o que for absolutamente necessário.”

(Renata Paes/Diário do Pará)

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