plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 33°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Agentes prisionais trabalham em situação precária

Constrangimento para tomar banho e se alimentar. Falta de um lugar digno para guardar seus pertences e até para descansar no turno da noite. Forte e constante sensação de insegurança. Todos esses cenários fazem parte da rotina dos agentes prisionais que a

twitter Google News

Constrangimento para tomar banho e se alimentar. Falta de um lugar digno para guardar seus pertences e até para descansar no turno da noite. Forte e constante sensação de insegurança. Todos esses cenários fazem parte da rotina dos agentes prisionais que atuam na custódia de presos de Justiça nos hospitais da Região Metropolitana de Belém (RMB). Um grupo desses servidores procurou o DIÁRIO para denunciar a situação. As denúncias foram feitas com a condição de nenhum nome ser revelado, já que os agentes têm receio de retaliação por parte das suas chefias imediatas.

O assunto veio à tona após um grupo de extermínio invadir um hospital, em Belém, e assassinar um preso, no último dia 26. O suposto criminoso era acusado de matar um policial e estava sob vigilância de agentes prisionais.

Os agentes que fizeram atual denúncia ao DIÁRIO afirmam que a Superintendência do Sistema Penal do Estado (Susipe) não se preocupa com a logística de trabalho da categoria. “Até para a gente tomar banho, é complicado. Os que trabalham nos Hospitais Galileu e Metropolitano precisam custear sua própria refeição”, denuncia um agente. No caso dos Pronto-socorros Municipais, os servidores contam que a Prefeitura não fornece nenhum alimento. “Se não levarmos uma marmita de casa ou dinheiro para comprar um lanche, passamos fome”.

Os agentes reclamam que trabalham 24 horas e, à noite, não possuem sequer um local adequado para descansar ou para guardar seus pertences pessoais, que ficam o tempo todo com os servidores, em mochilas nas costas, atrapalhando o trabalho.

Na hora de dormir, ocorre a maior humilhação. Alguns agentes chegam a colocar pedaços de papelão no chão dos hospitais, para poderem descansar. “Isso ocorre frequentemente no Hospital Metropolitano de Ananindeua”, afirma um agente. “É um absurdo que servidores públicos passem por tudo isso, dormindo que nem cachorro”.

DIGNIDADE

Os denunciantes afirmam que a direção da Susipe já tem conhecimento da situação, mas nada faz. “Infelizmente, muitos dos nossos colegas de profissão se acovardam. Dizem que não adianta denunciar”, conta outro agente. Segundo ele, os denunciantes chegam a receber críticas de outros agentes, que temem ser punidos pela chefia. “Trabalhamos vigiando acusados e criminosos. Precisamos de um mínimo de dignidade”.

Como a maioria das ocorrências com presos de Justiça é de trauma, os atendimentos ocorrem nos hospitais Metropolitano, Galileu e no PSM do Guamá. A Susipe mantém três equipes com cerca de oito agentes que se revezam no Metropolitano para a guarda dos presos. Os profissionais reivindicam mudança de tratamento e se dizem tolhidos do direito de ir e vir. “Ficamos confinados na mesma área onde o preso fica”, afirma. “Só queremos um local onde possamos descansar e tomar um café no horário de descanso, como os funcionários dos hospitais têm”. Não é pedir muito.

(Luiz Flávio/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!