Uma pesquisa nacional nos aeroportos brasileiros, intitulada "O Brasil que voa – perfil dos passageiros, aeroportos e rotas do Brasil", encomendada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e divulgada no último dia 22 de outubro, mostra que o Aeroporto João Correa da Rocha, em Marabá no sudeste paraense, é um dos mais influentes do país. Segundo o estudo, O aeroporto, terceiro em movimento no Pará, atrás apenas do de Belém e de Santarém, “rouba”, anualmente, cerca de 52 mil passageiros de Parauapebas, município vizinho e no qual está localizado o Aeroporto de Carajás.
O problema é que essa movimentação é suprimida por conta da falta de voos disponíveis entre Marabá e a capital Belém, principal movimentação da região. Tudo porque a TAM cancelou os voos disponíveis para a capital paraense, em agosto deste ano.
Reclamações sobre o cancelamento de voos de Marabá a Belém bombardearam a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero, em sua sub-sede de Marabá. De acordo com o superintendente da Infraero na região, Enock Alves Gama , com os cancelamentos, a empresa deixou de captar uma receita de cerca de R$ 1,6 milhões em tarifas, porém a Infraero não tem gestão sobre o cancelamento dos voos, somente sobre o reflexo que isso causou. “O desconforto, a falta do transporte adequado para o deslocamento, como também o comércio local que fica prejudicado com essa ausência”, conta Enock Alves Gama. Na ocasião a TAM informou que o motivo da suspensão foi o remanejamento pontual da malha aérea da companhia após uma avaliação da demanda do mercado local.
ALENTO
Com voos às segundas, quartas e sextas-feiras, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras inaugurou na semana passada o voo circular que parte de Belém, faz escala em Tucuruí, segue até Marabá e retorna à capital paraense. Segundo o superintendente da Infraero de Marabá, Enock Alves Gama, a implementação desse voo irá minimizar os impactos causados aos munícipes e possibilitar o equilíbrio das contas dos últimos três meses, após a TAM linhas aéreas cancelar voos diretos à capital no mês de agosto, sendo um dos motivos da queda de mais de 130 mil embarques e desembarques no aeroporto João Correa da Rocha, em Marabá.
OBRAS
A obra de reforma do aeroporto de Marabá já está 80% concluída, mas segundo Enock Gama, mesmo com a melhoria na infraestrutura do aeroporto, houve uma queda de 22 para 10 voos por dia em Marabá. Um desperdício, uma vez que o aeroporto, considerado o mais importante para a região movimentando aproximadamente 36 municípios em torno da cidade de Marabá, só opera metade da capacidade. “Nós operamos hoje com 50% da nossa capacidade. Temos capacidade de atender até 600 mil passageiros, nossa sala de embarque atende dois voos simultâneos, com quase 400 assentos”, conta Enoque.Segundo os cálculos da Infraero, 302.769 passageiros já foram embarcados e desembarcados no aeroporto João Correa da Rocha, em Marabá e a previsão é que cerca de 380 mil pessoas passem por lá até o fechamento do ano.
(Jéssika Ribeiro)
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