plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Lentidão nas obras do BRT tira população do sério

Sem qualquer perspectiva de quando as obras de macrodrenagem e urbanização da Avenida Bernardo Sayão ficarão prontas, o servidor público Cláudio Costa, 41 anos, vê da entrada de casa, na passagem Rui Barbosa, os transtornos se multiplicarem em decorrência

twitter Google News

Sem qualquer perspectiva de quando as obras de macrodrenagem e urbanização da Avenida Bernardo Sayão ficarão prontas, o servidor público Cláudio Costa, 41 anos, vê da entrada de casa, na passagem Rui Barbosa, os transtornos se multiplicarem em decorrência da interdição daquela via, que é uma das principais do bairro do Guamá. Prejudicados principalmente com a mobilidade no local, os moradores ainda apontam que a obra, executada pela Prefeitura de Belém, é tocada com extrema lentidão.

Para que oferecesse condições para receber o tráfego desviado da Bernardo Sayão, a passagem onde Cláudio mora teve o trânsito modificado. Agora, por lá passam carros e até carretas que se deslocam vindas da direção do primeiro portão da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mesmo com o aumento no fluxo, porém, o morador conta que a sinalização instalada no local é insuficiente. “Tem uma escola no meio do quarteirão, mas eles só colocaram uma lombada no início e outra quase no final da rua. É perigoso”.

População terá mais 20 dias de transtorno

Além das mudanças sofridas na própria rua, o servidor também aponta o transtorno que é vivenciado pela maioria dos moradores do entorno. Com a interdição do trecho da Avenida Bernardo Sayão que vai desde a Passagem Rui Barbosa até a Avenida José Bonifácio, as linhas de ônibus deixaram de circular no local. Para que os moradores consigam ter acesso aos coletivos que seguem para o centro da cidade, é necessário esperar bastante tempo pelos micro-ônibus, que pegam as pessoas no trecho da obra e levam para a parada que fica em frente ao primeiro portão da UFPA.

Impacto

“Não sabemos se houve estudo de impacto de vizinhança para essa obra e nem qual é a compensação que vão fazer para a comunidade, como manda a lei”, diz Cláudio Costa. Deixando claro que não é contra a obra na Av. Bernardo Sayão, o servidor público questiona a forma como ela vem sendo feita e, mais ainda, a demora no andamento dos trabalhos. “Não há previsão de conclusão, não tem nenhum cronograma na placa de identificação da obra. Os trabalhadores estão aí há um mês, e só fazem buracos. Nada além disso”, reclama.

Deslocamento ficou difícil e perigoso

Informados sobre o que está sendo feito no local por uma placa que, diferente do exigido pela lei, não identifica o valor da obra, a data de início e previsão de encerramento, a população ainda segue sem perspectiva de construção de algum espaço de esporte e lazer no entorno.

Moradora do perímetro que está interditado na Avenida Bernardo Sayão, a autônoma Raimunda Viana, 41 anos, ainda não sabe o que esperar da obra. Informada de que precisará se retirar da casa onde mora com o marido já há 15 anos, a família ainda vive o impasse da venda do imóvel. “Eles querem pagar um preço muito injusto para nós. Aqui em casa temos dois pontos comerciais de onde tiramos o nosso sustento, então não é apenas a nossa casa, mas a nossa fonte de renda também”. Sem que outro emprego seja mantido por ela e o marido, toda a renda da família é retirada do pequeno restaurante e do salão montados na entrada da casa de madeira. Elementos que não estariam sendo considerados no momento da indenização. Enquanto permanecem no local, até o deslocamento da família ficou condicionado às condições da rua. “A gente vai andando todo esse pedaço até chegar na parada. Mas à noite não dá pra andar porque é muito perigoso. A gente já até evita sair nesse horário”, conta.

Procurada pelo DIÁRIO, a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) disse que, no início de agosto passado, a prefeitura retomou as obras de macrodrenagem da Bacia da Estrada Nova. O prazo para execução desta etapa, partindo da José Bonifácio até a rua Augusto Corrêa, é de 12 meses. No entanto, neste primeiro segmento, a interdição será de até 4 meses.

População terá mais 20 dias de transtorno

(Cintia Magno/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!