Com péssimas condições de uso, muitas paradas de ônibus em Belém já perderam a sua funcionalidade. O DIÁRIO encontrou pelo menos 10 deterioradas na avenida Augusto Montenegro. Na rodovia do Tapanã, por exemplo, outra não tem assento, obrigando gestantes, idosos e crianças a ficar em pé até que o ônibus chegue.
A estudante Daniela Souza, 23 anos, grávida de seis meses, conta que, à tarde, o sol forte dificulta a espera dos usuários. Mas o problema mais grave, segundo ela, é o perigo de atropelamentos na via, já que o espaço da parada vive alagado. “Ninguém usa a parada de ônibus. Ela fica sem serventia porque não tem condição nenhuma de sentar ou ficar debaixo”, conta o feirante Paulo César, 43 anos.
A situação também é complicada no ponto da travessa Mariz e Barros, esquina com a avenida Pedro Miranda, no bairro da Pedreira. O lugar está tomado de lixo e de entulho. Os passageiros são obrigados a conviver – com o mau cheiro que exala de animais mortos jogados na área.
Sem uma estrutura fixa, sinalizando a existência de um ponto de ônibus na via, a cobertura de um estabelecimento comercial é a única opção para que os usuários dos coletivos fiquem abrigados. “Para quem mora longe, é preciso ter paciência para esperar em pé e no sol”, lamenta Sônia Vago, 60.
A doméstica Maria de Nazaré, 45, conta que já ficou à espera do ônibus por uma hora e teve de conviver com os transtornos da parada. “Muitas vezes, quando preciso chegar com urgência, acabo pegando mais de um ônibus só para sair da parada”.
O DIÁRIO entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Semob sobre a situação das paradas de ônibus da capital, mas até o fechamento desta edição não obteve respostas.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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