Para o setor varejista, ainda não há como dizer ao certo quantas vagas de empregos temporários serão abertas até o final de 2015. Até a metade do ano, a estimativa do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém (Sindlojas) era de 5 mil. Com o cenário de redução do poder de compra dos consumidores e consequentemente a queda de 20% no volume de vendas para o Natal, o Sindicato espera que, no mínimo, 3.500 vagas sejam abertas para vendedores, entregadores, balconistas, estoquistas, motoristas, entre outras chances.
De janeiro a setembro de 2015, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/ Pa) registrou, no Pará, 74.228 trabalhadores desligados. Com a quantidade de desempregados, as vagas temporárias passam a ser mais disputadas do que nunca. O consultor e coach de vendas Jaques Grinberg Costa diz que a crise gera concorrência pelas vagas, que neste período, deveriam aumentar, porém reduziram.
Jaques Grinberg ressalta que há saída para driblar a redução de empregos temporários. O segredo está na preparação profissional, desempenho na entrevista e esforço para segurar a vaga. “Geralmente, quem busca emprego temporário são profissionais que estão desocupados”, diz Grinberg. “Muitos não conseguiram uma vaga por falta de qualificação ou por não ter um bom currículo. No emprego temporário, também funciona assim”. Para conquistar a vaga, por exemplo, de vendedor, em geral as mais abertas pelas empresas de varejo, é fundamental mostrar domínio na área. “Tem pessoas que acham que trabalhar como vendedor não precisa de conhecimento no setor. Não é assim”, diz.
DOMÍNIO
Segundo ele, para ser vendedor, tem de ter currículo e mostrar domínio do assunto. “O vendedor é o cartão de visita da loja. Se o cliente é mal atendido, não volta. O vendedor vai embora depois que acaba o contrato, mas o cliente é perdido para sempre”, ressalta. Para quem não tem experiência profissional e está em busca de emprego, a dica é preparar um currículo objetivo, com foco para a vaga temporária. “Estude a empresa. Defina qual área deseja, mostre referências. Se não tem nenhuma experiência, assista palestras, leia livros de venda e atendimentos”. Grinberg destaca que na internet há palestras de graça. “Busque conhecimento. No momento da entrevista faça a diferença”.
O vice-presidente do Sindilojas, Joe Colares, aconselha a entrega do currículo em estabelecimentos recém-abertos, como lojas em shopping center, lojas no comércio, e nos bairros. Para ele, o interessado deve arriscar e ir atrás. “Uma vez que a pessoa persista ela consegue. Tem que botar a sola do pé para ir atrás. Procurar ver se tem um amigo empregado na empresa e que possa te recomendar e sair a peregrinar atrás do emprego”, destaca.

(Renata Paes/Diário do Pará)
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