Ana Clara é um bebê de apenas 10 meses de idade que já encara um grave tipo de câncer: a leucemia. Com tão pouco tempo de vida, a sua rotina é cheia de injeções medicamentosas e internações no Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém. Os pais estão pedindo ajuda. Tudo poderia ser facilitado para a família, que mora na zona rural, no assentamento Abril Vermelho, localizado no quilômetro 6 da estrada de Genipaúba, município de Santa Bárbara, se pudesse mudar para a capital e morar às proximidades do hospital, para dar continuidade ao tratamento da filha.
A mãe, Tatiane Costa, 28, descobriu a doença da filha há três meses. Desde então, precisa ir ao HOL em Belém quase diariamente para o tratamento de Ana Clara. E, por vezes, é preciso que a criança fique internada por tempo indeterminado para fazer sessões de quimioterapia ou reposição de plaquetas. Ela vem da cidade com o auxílio de uma ambulância, mas a viagem pode causar problemas à saúde já debilitada da pequena Ana Clara.
Além disso, a família mora em uma casa de madeira e barro, em uma área de muita poeira, que não pode ser inalada por ela. “A médica disse que eu tenho que morar perto do hospital porque todo esse transporte pode alterar a saúde dela”, apela Tatiane Costa.
Quando mãe e filha estão em Belém, ficam hospedadas em uma casa de apoio. No entanto, não é possível trazer para o local o marido, Reginaldo Moraes, e os outros três filhos de 2, 4 e 8 anos. “Eles têm o ambiente certo para ela, mas lá disseram que só pode ficar uma pessoa responsável e o paciente”. Por conta disso, os filhos ficam sob os cuidados do pai e dos avós maternos. “Tenho que ficar com ela, mas também tenho que cuidar dos outros, arrumar a mais velha para ir a escola, dar banho. Eles sentem muito tudo o que estamos passando”.
A família apela para que alguém possa acolhê-los em residência ou casa de apoio. Ou indicar kitnets com valor acessível à família, que vive da plantação de cheiro verde. “O mais barato que vi foi R$ 600 e não temos. Só precisamos de lugar perto do hospital. Em Belém, meu marido arruma emprego”.
(Emily Beckman)
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