Iniciou às 10h de ontem a interdição da canaleta do BRT no sentido Ananindeua-Centro, do Entroncamento até o cruzamento da avenida Almirante Barroso com a avenida Júlio Cézar, e no sentido contrário, do sinal da Doutor Freitas, na Almirante Barroso, até a travessa Tavares Bastos. O motivo são as obras de construção de uma passarela em frente à Escola de Governo. A previsão de duração é de 15 dias.
Nos desvios da canaleta do BRT para a Almirante, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) instalou semáforos exclusivos para os ônibus em modalidade expressa. No momento em que o semáforo exibe o verde para a canaleta, fica vermelho para a via normal e os ônibus expressos podem seguir em segurança pela pista da Almirante. Quando os dois sinais ficarem vermelhos, os pedestres poderão atravessar.
Durante a construção da passarela, os ônibus da linha ‘‘Expresso” deverão rodar, exclusivamente, na faixa mais próxima ao BRT e permanecerão sem pausas para embarque e desembarque de passageiros. A redução de faixas para demais ônibus e veículos fará o trânsito ficar lento nos horários de pico.
A estudante Marcely Costa, 17, enfrenta os congestionamentos na Almirante todos os dias para chegar à escola. Ela diz que a questão não é construir mais passarelas, e sim vias apropriadas para a locomoção de pessoas com deficiência. “Vai ser um caos aqui de manhã cedo e também no fim da tarde. A gente não tem mobilidade em Belém.”
Diego Silva, 21, microempresário, reclamou da falta de orientação básica à população. “Era para a Prefeitura, no mínimo, ter colocado uma placa avisando a interdição da via. Agora tenho de pular a mureta do BRT com a bicicleta nas costas para poder passar. Além de perigoso, é um transtorno.” O vendedor Leonardo Martins, 35, não vê necessidade de mais uma passarela. “Tem essa aqui da Polícia Federal. Para que outra perto? O que a gente precisa é de um trânsito que flua, um plano para melhorar o tráfego”, sugere. Para evitar longos congestionamentos nos horários de pico, a Semob orienta os motoristas a optarem pela avenida Pedro Álvares Cabral ou avenida João Paulo II.
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Os motoristas que dirigirem pela avenida Almirante Barroso deverão ficar de olho no velocímetro até se acostumarem com a redução da velocidade máxima de 60 Km/h para 50 Km/h, em vigor desde ontem. Radares instalados pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) estão atentos a quem ultrapassar o limite da pista.
Caso o condutor exceda em 20% a velocidade limite na via, a infração é média, com multa de R$ 85,13 e quatro pontos na carteira. Se o radar registrar velocidade acima 20% e 50% da permitida, a infração é grave. A multa é de R$ 127, com cinco pontos na carteira. Se a velocidade for 50% superior à determinada, a infração é gravíssima, com multa de R$ 574,62 e sete pontos na CNH.
O comerciante Josemar Francisco de Oliveira, 55, diz se sentir confuso com essa mudança. Ele tem dificuldade de identificar no velocímetro do carro a marcação de 50 Km/h. “Meu carro marca com números garrafais 40 Km/h e 60Km/h. Não dará muito certo para mim. Talvez eu até passe dos 50 Km/h sem saber”, reclama. Já a estudante Jessica Sahavo, 21, diz que levará mais tempo para chegar em casa. “O trânsito já não anda, imagina com 50Km/h”. A Semob diz que a redução na pista diminuirá os acidentes.
(Renata Paes/Diário do Pará)
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