Humilhações verbais, agressão física, culpa, arrependimento, promessas de mudança por parte do parceiro e reconciliação. Esse é o ciclo de violência que muitas mulheres, vítimas de agressão por parte do companheiro, passa ou já passou. O tema foi discutido ontem, em seminário promovido para delegadas, psicólogas e assistentes sociais especializadas no atendimento à mulher. O evento foi realizado na Delegacia Geral.
De acordo com dados das delegacias especializadas, em 2014 foram registradas no Pará 16 mil ocorrências de violência doméstica. Em 2013, o número foi 5,8% menor, com 15 mil casos denunciados à polícia. Os registros de 2015 ainda não estão fechados. Porém, só em Belém, até setembro passado, já havia mais de 5 mil ocorrências.
“Acredito que, quando somarmos com os outros municípios, irá ser superior ao ano passado”, diz a delegada titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), em Belém, Daniela Santos. A delegada enfatiza que o crescimento no número de denúncias é positivo, pois as mulheres estão mais alertas da importância de se buscar ajuda. “No decorrer do ano passado, houve um fortalecimento dessa rede de conscientização por meio de palestras e cursos”, enfatiza.
A delegada Simone Edoron, da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil, diz que a violência contra a mulher envolve agressões física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. “Tem um ditado popular que diz: ‘Em briga de marido e mulher, não se mete a colher’. Mas a sociedade tem de meter a colher no que diz respeito à violência contra a mulher”, afirma.
(Renata Paes/Diário do Pará)
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