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Zenaldo é alvo da manifestação de servidores

O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou, no dia 17 de agosto passado, o decreto 43.810/15, assinado pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho. O decreto estabeleceu cortes para o 2º semestre deste ano, no orçamento dos servidores municipais. Assim, foi r

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O Diário Oficial do Estado (DOE) publicou, no dia 17 de agosto passado, o decreto 43.810/15, assinado pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho. O decreto estabeleceu cortes para o 2º semestre deste ano, no orçamento dos servidores municipais. Assim, foi retirado dos trabalhadores o direito a horas extras e vale-alimentação nas férias e licenças.

Na manhã de ontem, insatisfeitos com a situação, os servidores da Educação, Saúde, Segurança e Assistência Social protestaram em frente à Câmara Municipal de Belém (CMB). “O prefeito relaciona o corte do orçamento à crise que o Brasil enfrenta. Mas nada disso é verdade”, diz o coordenador executivo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Aldo Vasconcelos.

A representante da Associação dos Funcionários da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), Josyanne Quemel, conta que a instituição passa por uma crise. “Os trabalhadores estão em prédios sem condições de funcionamento. Os CRAs (Centros de Referências de Assistências Sociais) têm de desenvolver atividades com as famílias, mas não têm espaço para isso”. O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Belém, Sérgio Holanda Melo, reforça que o prefeito está cortando vários direitos do trabalhador. “Tem guarda trabalhando em posto sozinho. Não temos materiais, as viaturas dão problemas.”

SESSÃO ESPECIAL

Na CMB, foi realizada uma sessão especial contra os cortes, proposta pela vereadora Marinor Brito (Psol). Uma servidora municipal, que pediu para não ter o nome identificado, contou que na Creche “Erê”, no bairro do Barreiro, 130 crianças são assistidas em condições desumanas. As salas são pequenas e não tem área de lazer. O prédio é alugado e deveria ter sido utilizado por pouco tempo, até a conclusão das reformas no prédio próprio da creche, o que não aconteceu até agora. “O prefeito fala de crise como motivo para cortar dinheiro, mas as dificuldades são as que nós vivemos”, diz a professora.

(Renata Paes/Diário do Pará)

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