Dar vida ao “Papai Noel” não é uma tarefa tão simples. Mais do que manter o visual característico da figura lendária do Polo Norte, com a famosa barba e cabelos branquinhos e longos, roupas vermelhas, botas e cajado, é preciso transmitir toda a magia que envolve o período natalino.
Nascido em São Luís, no Maranhão, o empresário do ramo alimentício Marcelo Vieira de Melo, 51 anos, veio morar em Belém quando tinha apenas 12 anos. Há 20, ele dedica parte do tempo para encarnar o “bom velhinho”. A inspiração veio ao observar a mãe, quando ele ainda era criança: ela se fantasiava para visitar e entregar doações em uma instituição de caridade, em Marituba.
Aquela vontade de fazer algo semelhante ficou guardada por algum tempo e um certo dia ele viu um anúncio. Era de uma empresa que solicitava um ator para representar o Papai Noel. Marcelo não hesitou em procurar o local e percebeu que tinha vocação. Ele foi aceito e, desde então, assumiu o papel que se transformou em um ofício.
Há 5 anos ele encarna o “bom velhinho” em um shopping da capital paraense. Pai de três filhos já adultos, Marcelo conta que ser Papai Noel é unir o útil ao agradável, uma vez que ele gosta é de ver o sorriso nos rostos das crianças. “Além da remuneração ser boa, transmitir esperança e alegria é muito gratificante. São muitas histórias e sempre tem algo diferente”, considera.
Incentivo para iniciar começou com amigos
O repórter cinematográfico Jacob Elias Serruya, 52 anos, descobriu que poderia ser Papai Noel há 4 anos. Ele diz que já o chamavam de Papai Noel devido à barba branca e ao “rosto rosado”. Uma amiga o incentivou e ele resolveu arriscar. Deu certo. Hoje, Jacob faz o “bom velhinho” em um shopping de Belém. Ele conta que a magia que envolve esta época do ano contagia não só as crianças, como também os pais. “Quem não gosta de ver alguém fazer o filho sorrir?”, afirma.
Imagem: Arquivo Pessoal
“Paraúcho” de coração, Milton Boger, 68 anos, é o Noel de olhos azuis, barba e cabelos brancos naturais, que são tratados com todo o cuidado. Nascido no Rio Grande do Sul, ele também nunca imaginou que daria vida ao bom velhinho. Tudo começou com a conversa com um amigo, que lhe disse que ele “poderia ser o Papai Noel mais bonito de Belém”. Milton, que é pai de 9 filhos, diz que, no Natal, vira o Papai Noel dos filhos e de toda a família.
(Pryscila Soares)
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