plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Sem escola, aulas ocorrem em local improvisado

Durante as obras da Escola Estadual Marluce Pacheco, o Governo prometeu transferir alunos e professores a um local apropriado, até que a reforma fosse concluída. Hoje, 3 anos depois, as obras estão abandonadas e o local em que as aulas estão sendo ministr

twitter Google News

Durante as obras da Escola Estadual Marluce Pacheco, o Governo prometeu transferir alunos e professores a um local apropriado, até que a reforma fosse concluída. Hoje, 3 anos depois, as obras estão abandonadas e o local em que as aulas estão sendo ministradas não satisfaz aos alunos nem aos professores.

Em frente ao prédio improvisado, há um lamaçal e muito lixo. O cheiro fica insuportável em qualquer horário do dia. Quando chove, a situação fica ainda mais complicada, devido ao alagamento das ruas. Além disso, as salas de aula são divididas por compensados de madeira, o que torna a acústica inapropriada para que os estudantes ouçam de maneira clara as explicações dos docentes. Quando um professor fala algo numa sala, os alunos das demais também escutam.

“Enquanto estou explicando uma matéria na minha sala, outra professora também explica na dela”, conta a professora Cristiane Mendonça, 36 anos. “É impossível trabalhar assim”. Segundo ela, fica tudo pior na hora das aulas de música. “O professor tem de usar os instrumentos e ninguém mais ouve ninguém”, destaca.

CALOR E BARULHO

Ainda de acordo com ela, os professores ficam roucos de tanto falar alto, pois precisam que a voz se sobressaia ao barulho feito pelos trabalhadores de um comércio de materiais de construção, ao lado da escola. “Eu vivo rouca, com dor de garganta. É muito calor e muito barulho”, lamenta.

Os alunos reclamam que só há um banheiro para meninos e meninas. E nenhum para os professores. A educação física é feita em um espaço pequeno e no chão de terra.

“Minha filha vai estudar aqui só este ano. Vou tirá-la daqui de qualquer jeito”, diz o balconista Augusto Silva, 30. Ainda no “Mais Escola”, site do Governo, o depoimento da diretora da Escola, Oricélia Cavalero, chama atenção.

Há 3 anos, segundo a página na internet, Oricélia declarou que todos os pais e professores aguardavam ansiosos pela entrega das obras. “Muitos pais, inclusive, não tiraram seus filhos daqui porque estão na esperança de uma escola melhor”, diz o site. Hoje, depois de tanto tempo de espera, o sentimento é outro. “Já procuramos a Seduc, a URE (Unidade Regional de Ensino). Informamos nossa situação. Eles sabem de tudo e não fazem nada. Nos abandonaram”, disse a diretora, ao DIÁRIO.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!