Há 40 anos, o Pará formava a sua primeira turma de engenheiros agrônomos e florestais. O curso, que em 1975 era unificado até o segundo ano, foi também o primeiro de toda a Amazônia e, à época, era dominado por homens. Dos 26 estudantes de Engenharia Florestal e 108 de Engenharia Agrônoma, apenas cinco eram mulheres, duas das quais exercem a profissão até hoje. Daquela turma saíram secretários de Agricultura de Estados (do Pará e do Amapá), um Reitor à própria Ufra e ainda rendeu medalhas do Mérito Agronômico a alguns de seus membros.
HISTÓRIA
Joana D’Arc Ferreira, engenheira florestal há quatro décadas, está entre esses pioneiros. A ela que coube a organização da comemoração da data. Os ex-alunos da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) se encontraram na última sexta-feira (27), no campus da Universidade, para plantar 40 árvores: foram 20 espécies frutíferas e 20 espécies florestais, como o mogno, cupuaçuzeiros e bacurizeiros.
Segundo Joana, a turma nunca se separou totalmente. Muitos conseguiram manter contato, apesar do tempo. Mas, mais recentemente, foi por meio da Internet e do aplicativo WhatsApp que os colegas conseguiram se reencontrar. “Foi uma grande emoção. Tinha gente que eu não via há exatos 40 anos”, diz Joana.
Alguns vieram de Santarém, de Pernambuco e de Brasília, onde moram hoje. E se na época os formandos não tinham muitas opções de trabalho no mercado paraense, hoje os cursos já separados, proporcionam grande oferta de um mão-de-obra cada vez mais absorvida no Estado - especialmente em instituições públicas e projetos de pesquisa. “É interessante ver, hoje, que o curso expandiu o conhecimento para os sistemas agroflorestais e o manejo sustentável, e que ajuda a promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia”, declara Joana D’Arc, com orgulho.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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