Até 25% dos casos de autismo se iniciam no primeiro ano de vida, 50% no segundo ano, e 25% a partir do terceiro ano de idade. As informações são da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo o médico Carlos Gadia, Diretor do Miami Children´s Hospital e considerado um dos maiores especialistas em autismo no mundo, as causas da doença estão relacionadas à genética e a agentes externos. “Ocorre uma falha na comunicação entre as células do cérebro logo nos primeiros dois anos de vida”, explica o especialista. O autismo está sendo abordado por profissionais da saúde durante o II Congresso Paraense de Pediatria e II Congresso Paraense de Terapia Intensiva Pediátrica, em Belém. A programação começou na tarde de ontem, no Hotel Crowne Plaza, e encerra amanhã (1º). Durante os encontros, profissionais de referência em Neonatologia compartilham conhecimento e experiências científicas sobre o assunto.
Gaia reforça que, quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápido e eficaz são os tratamentos. “A gente pode dizer que 60% dos casos são genéticos”, calcula. Outros 30 % referem-se a causas ambientais, como idade avançada para se ter filho, exposição ao fumo durante a gravidez, prematuridade, e 10% são fatores geográficos, de pais que desconhecem totalmente a doença e descobrem muitos anos depois. O Ministério da Saúde estima que os casos de autismo no Brasil cheguem a 2 milhões. O especialista orienta os pais a encaminharem os filhos ao pediatra assim que notarem na criança falta de reciprocidade, atraso na comunicação verbal ou não verbal e um repertório restrito de atividades. Para Carlos Gaia, há possibilidade de as crianças reagirem bem aos tratamentos e se tornarem adultos independentes. “Poucos profissionais acreditam em cura, mas eu acredito que tenha, sim”, garante o médico.
(Renata Paes/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar