Reunidos na Praça da Leitura, no bairro de São Brás, cerca de 200 professores saíram em caminhada pela avenida Almirante Barroso, por volta das 11h de ontem, em direção à sede da Secretaria de Estado de Administração (Sead). A categoria também paralisou as atividade por 24 horas. O ato foi mais uma tentativa dos professores de negociar, com o Governo de Simão Jatene, a suspensão dos descontos pelos dias não trabalhados na greve realizada do dia 25 de março até 5 de junho deste ano.
Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), Mateus Ferreira, a categoria vem realizando várias tentativas de negociar com o Governo do Estado. Além da interrupção dos descontos, os professores pretendem fazer um acordo para garantir a reposição das aulas paradas durante a greve. “Queremos fazer um acordo para garantir a reposição das aulas, para que os alunos não fiquem prejudicados”.
A categoria diz que tem uma proposta para apresentar ao Governo, mas encontra dificuldades para negociar. “Estamos discutindo a possibilidade de fechar um acordo. Eles poderiam pagar as faltas com o retroativo do piso que o Estado ainda deve para a categoria, ao invés de continuar com os descontos”, afirma Mateus.
TURNOS
Apesar de os temas já citados serem as principais motivações da mobilização de ontem, a categoria também fez questão de denunciar a intenção do Governo do Estado de encerrar os turnos noturnos em algumas escolas estaduais. “No Colégio Paes de Carvalho há o indicativo de fechamento do turno da noite. Como vai ficar a situação dos alunos que estudam à noite porque trabalham em período integral?”, reclama Mateus.
Caso estas medidas se confirmem, a categoria acredita que haverá aumento da evasão escolar, na medida em que os alunos das turmas encerradas forem remanejados para outras escolas. “Também denunciamos e protestamos contra as condições precárias das escolas”. A Sead foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.
(Diário do Pará)
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