A fumaça que tem se intensificado e atingido não só a capital paraense, mas outras cidades do Estado não tem prazo para sumir. Pelo menos é o que afirma o coordenador do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, com base nos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe).
De acordo com o coordenador, a fumaça estaria relacionada com a grande queimada na reserva indígena de Arariboia, no Maranhão, além da contribuição de queimadas regionais. “Enquanto não acabar o incêndio na reserva indígena do Maranhão, essa situação não vai melhorar. Porque é o El Niño que está trazendo a fumaça. A corrente de ar entra pelo litoral, ela passa e dá a volta no Pará”, explicou.
Especialistas locais divergem nas causas da fumaça, porém é unânime a opinião de que todos concordam que todo o Pará está sofrendo com o problema.
MARABÁ
O principal cartão postal da cidade, a Orla de Marabá, sudeste do Pará, praticamente desapareceu em meio aos efeitos da cortina de fumaça que continua assolando o Estado desde a semana passada. No registro feito nesta quinta-feira (3) mostra quão preocupante está a situação, principalmente com as crianças e pessoas que já sofrem com problemas respiratórios.
De acordo com dados preliminares da Secretaria Municipal de Saúde, o número de crianças com problemas respiratórios nos 22 centros de saúde do município na última semana mais que duplicou.
REDES SOCIAIS
Nas redes sociais a quantidade de fotografias e comentários sobre o fumaceiro em diversos cantos do Pará impressiona.
(DOL)
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