A necessidade de integração da plataforma intergovernamental de pesquisas ligadas aos Serviços da Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES) e ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio – Amazônia Oriental) é tema de seminário que o Museu Paraense Emílio Goeldi realiza a partir de hoje, 6, em Belém.
O encontro segue até 8 de dezembro, com o tema “Tempo de integrar”, e apresenta resultados obtidos nos seis núcleos de pesquisa na Amazônia Oriental. Outro foco de debate é a integração com programas de estudos em outras áreas úmidas, incluindo o Pantanal mato-grossense, a várzea amazônica e a região costeira da Amazônia brasileira.
“A biodiversidade da Amazônia ainda é pouco conhecida. Temos como missão realizar inventários em locais pouco conhecidos, e, além dessa missão, também temos que promover a preservação da biodiversidade”, pontua Alberto Akama, coordenador do PPbio Amazônia Oriental. “Por isso o Museu Goeldi tem trabalhado, em várias vertentes, para compreender os impactos da ação humana sobre a natureza e consequente perda da biodiversidade”.
O Programa de Pesquisa em Biodiversidade é uma estratégia Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) para integrar instituições envolvidas em redes nos biomas brasileiros e gerar e disseminar informações sobre a biodiversidade nacional. Fornecer informação integrada sobre a biodiversidade facilita a gestão do patrimônio natural e fortalece ações e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável no Brasil. O PPBio tem abrangência nacional e iniciou na Amazônia em 2004, com a rede da Amazônia Oriental sendo coordenada pelo Museu Emílio Goeldi.
(Diário do Pará)
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