O empreendedorismo é a engrenagem que move o desenvolvimento do país. Para se ter uma ideia, 93,7% do comércio em atividade no Pará é formado por micro e pequenas empresas, que dão emprego para 52% da população. Entretanto, do sonho inicial de ter o próprio negócio até a sua concretização, há um caminho tortuoso a enfrentar. Só com planejamento financeiro é possível ir até a linha de chegada com sucesso.
Segundo Eliamar Braga, analista de Atendimento Individual do Sebrae no Pará, o que caracteriza um empreendedor é o espírito de buscar novas funções para si mesmo. “Ele já não se contenta com uma situação e quer melhorá-la”, afirma. Por outro lado, quem quer empreender precisa saber que a busca pela qualidade e enfrentar os riscos são condições inerentes ao perfil. “O que se busca, sempre, são novas oportunidades, colocar algo diferente no mercado”, avalia. Eliamar diz que o Brasil está entre os países com alguns dos melhores índices de empreendedores e o Pará possui uma peculiaridade favorável. “Somos um Estado de miscigenação. São muitos imigrantes de outros estados, que vêm atrás de oportunidade e já são empreendedores por natureza”, lembra.
Sobre o perfil dos empreendedores, Eliamar diz que existem dois tipos de pessoas que empreendem: aqueles que começam o negócio por necessidade e os que visualizam oportunidades. “Quem está nesse caminho por necessidade geralmente começa em atividades informais, pois precisa sobreviver e não tem planejamento financeiro”, afirma. Nesses casos, planejar o dinheiro é uma questão de urgência e poupar, uma garantia para sair da informalidade. “Quem desenvolve atividades como oportunidade de negócios, sempre se planeja, tem um aporte econômico”, garante. A dica mais correta continua sendo pensar em recursos de longo prazo. “Algumas coisas não têm rentabilidade imediata”, reitera Eliamar. “É preciso criar conceitos, ter um bom nome na praça”. Assim, fazer uma poupança é um bom começo. “É um investimento importante para qualquer pessoa. Sempre é importante ter um dinheiro guardado”, conclui.

ECONOMIA FORTE
Assim como o comércio, os investimentos em poupança são motores para o desenvolvimento do Estado. O economista Nélio Bordalo diz que a poupança é uma das principais fontes de financiamento, contribuindo para o crescimento econômico do país. E o poupador contribui de forma indireta para isso. “A poupança interna de um país é a soma da poupança do governo, dos bancos, das empresas e das pessoas. Nenhum país cresce, de forma sustentada, se não poupar para poder investir”.
É o que acontece, por exemplo, nos investimentos feitos no Banco da Amazônia. “Os recursos captados em poupança retornam à sociedade como investimento nos diversos setores da economia”, explica Márcia Mithie, gerente executiva de Pessoa Física do Banco da Amazônia. “Assim, geramos empregos e promovemos o desenvolvimento de nossa Região”.
(Fábio Nóvoa/Diário do pará)
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