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Epilepsia: tudo sob controle

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 65 milhões de pessoas no mundo foram afetados pela Epilepsia. Só no Brasil, são 1,9 milhão. Mas o que é esse mal? E por que ele afeta tantas pessoas? “A epilepsia é uma doença crônica que atinge o sis

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 65 milhões de pessoas no mundo foram afetados pela Epilepsia. Só no Brasil, são 1,9 milhão. Mas o que é esse mal? E por que ele afeta tantas pessoas? “A epilepsia é uma doença crônica que atinge o sistema nervoso central, especialmente o cérebro e é de uma grande complexidade, por ter diversas causas e se manifestar de diversas formas nos acometidos”, esclarece o médico neurologista César Neves.

O neurologista lembra: um embrião pode adquirir a epilepsia ainda quando estiver em gestação, no útero da mãe, em consequência de uma má-formação. No nascimento, em traumas sofridos no parto, também é possível que o bebê seja afetado pela doença. E a infância e a vida adulta podem ser afetadas também se a pessoa sofrer qualquer dano ou lesão cerebral grave - como traumatismos de crânio, ou acidente vascular cerebral (AVC) seja o isquêmico ou hemorrágico, além de infecções, encefalites e meningite. “A epilepsia pode ser manifestada em alguém desde a formação congênita até em casos pós-traumáticos graves, variando em inúmeros tipos e graus”, pontua o especialista.


SINAIS

O principal sintoma é a manifestação através de crises convulsivas. O diagnóstico só pode ser feito através da avaliação médica, através do mapeamento cerebral (antigo eletroencefalograma) e também a ressonância magnética, que vão então distinguir o tipo e tratamento necessário para o controle. “Existem vários tipos e graus da epilepsia. Em sua maioria, eles podem ser controlados através do tratamento medicamentoso seguido de forma correta, mas há apenas um deles, o “benigno da infância”, que pode ser eliminado ao avançar da idade do paciente”, diz Neves.

As medicações podem controlar crises em 70% dos pacientes. Porém, o sucesso no controle do mal depende muito da atenção à prescrição médica. Um risco está no fato de que boa parte das pessoas se esquecem de tomar os medicamentos, ou fazem a suspensão do remédio sem orientação médica - algumas por imaginarem que estão curadas.

(Gerllany Amorim/Diário do Pará)

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