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Aprenda a usar (bem) o seu cartão de crédito

Depois de ficar com o nome sujo por conta de uma dívida no cartão de crédito, o estoquista William Gentil, 33 anos, diz que aprendeu a usar a linha de crédito com controle. Ele lembra que chegou a estourar o limite e precisou se desfazer do cartão até con

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Depois de ficar com o nome sujo por conta de uma dívida no cartão de crédito, o estoquista William Gentil, 33 anos, diz que aprendeu a usar a linha de crédito com controle. Ele lembra que chegou a estourar o limite e precisou se desfazer do cartão até conseguir quitar toda a dívida. Há 6 meses, ele adquiriu um novo e garante que hoje não extrapola nas comprar e paga tudo em dia. “Tenho duas filhas, compro coisas para elas, uso para alimentação, eletrodomésticos, mas sem comprometer o meu orçamento”, enfatiza.

Ao que tudo indica, boa parte dos consumidores paraenses enfrenta situação semelhante. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada em novembro deste ano pela Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio-PA), 78% dos paraenses têm dívidas a pagar.

Ou seja, esses consumidores adquiriram produtos em compras a prazo. Desse total, 71,3% contraiu dívidas com o cartão de crédito. Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), Roberto Sena, a melhor opção ainda é comprar à vista.

Sena explica que, neste fim de ano, o país vive a situação mais atípica dos últimos 10 anos: de um lado está a queda do poder aquisitivo e, do outro, estão os altíssimos juros do cartão de crédito, que ultrapassam os 400% ao ano. Então, se o consumidor está decidido a utilizar essa linha de crédito, é necessário que o faça com bastante organização.

BOLA DE NEVE

A primeira coisa é ver se aquela parcela vai caber no orçamento mensal e a segunda é nunca pagar a dívida do cartão em atraso, caso contrário o consumidor terá de enfrentar os juros e isso pode virar uma bola de neve. Sena ressalta que se o consumidor possui uma poupança, uma boa saída é usar esse dinheiro para pagar a dívida.

O consumidor deve, ainda, tentar negociar a dívida com a instituição financeira ou, se não houver outra alternativa, recorrer a um empréstimo para sanar o débito em atraso, já que os juros são mais baixos. “A poupança está rendendo menos de 10%. É melhor pegar esse dinheiro e quitar a dívida. Priorize o que você vai comprar, lembre-se que em janeiro você terá IPVA, IPTU e escola para pagar”, orienta.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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