Moradores do bairro do Marco, em Belém, denunciaram à reportagem do DOL os riscos que a quantidade de entulho despejada em um terreno situado na travessa Mariz e Barros, entre Almirante Barroso e João Paulo II pode trazer. O principal horário de despejo seria por volta de 12h30, diariamente. No local, há inúmeros containers destampados que podem servir como criadouro do mosquito Aedes aegypti.
Devido aos crescentes casos de dengue, zika e chikungunia em todo o Brasil, a população fica ainda mais alerta e preocupada.
"O terreno baldio está sendo usado por uma empresa de coleta de entulhos como depósito. Lá, os conteiners ficam a céu aberto, com lixo, entulho e principalmente água parada. Sabemos de todos os riscos que estamos sujeitos com a proliferação do mosquito transmissor dessas doenças e, por isso, queremos uma fiscalização da Secretaria de Saúde pra resolver essa situação", reivindicou um morador.

Restos de construção podem servir de "criadouros" para mosquitos transmissores de doenças e outros animais e insetos. Imagem: Via WhatsApp
Segundo o morador, o terreno não tem número, mas "fica colado a uma obra grande", explicou. A proximidade dos entulhos com a obra pode causar riscos os funcionários do local. "Tenho duas filhas gêmeas, mas temos que ficar o dia todo quase trancados, com medo delas serem picadas por mosquitos", desabafou.
Ainda de acordo com o denunciante, já teriam sido feitas solicitações a alguns órgãos públicos para intervirem no local, mas até o momento nenhuma providência foi tomada, nem mesmo nesta época do ano quando as chuvas estão começando a ficar mais constantes.
A reportagem do DOL entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e a Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) para saber que providências serão tomadas sobre a denúncia.
(DOL)
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